Evento online discute sobre a violência contra a criança durante a pandemia

26/05/2021

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Com o isolamento social, medida imposta para evitar a propagação do novo coronavírus, elevou a exposição das crianças a um maior índice de violência doméstica. No início da pandemia, um relatório da organização não governamental World Vision estimou que até 85 milhões de crianças e adolescentes, entre 2 e 17 anos, poderiam se somar às vítimas de violência física, emocional e sexual em apenas três meses em todo o planeta. O número representa um aumento que pode variar de 20% a 32% da média anual.

Para debater esse importante assunto, o departamento de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU), irá promover, na próxima sexta-feira (28), às 18h30, uma roda de conversa sobre violência contra a criança, que contará com profissionais das áreas da Educação, de Enfermagem, de Direito, de Medicina e de Psicologia. O encontro virtual será transmitido pela TV UNITAU.

O objetivo do evento é gerar uma discussão multiprofissional sobre o tema, para trazer olhares de diversas profissões, ampliando conhecimentos sobre a importância do cuidado com as crianças. O “Projeto educando em saúde com amor: Hospital do Ursinho”, um dos organizadores do evento, faz parte do Projeto de extensão da UNITAU “Saúde na educação”, que tem várias linhas de estudo, inclusive sobre os direitos da criança.

A Profa. Dra. Maria Stella Amorim da Costa Zöllner, coordenadora do projeto de extensão, conta que a pandemia tem aumentado os casos de violência doméstica, uma vez que as pessoas têm ficado mais tempo em casa e a saúde mental têm sido bastante afetada. “Eu escutei recentemente de uma pessoa muito envolvida no combate à violência dizendo o seguinte ‘durante a pandemia a vítima fica em cárcere privado com o seu agressor, o que complica muito o controle de toda essa situação’, conta a professora.

A docente ainda pontua que a violência não se caracteriza como apenas “física” e ressalta que a agressão também pode ser psicológica. Ela diz que algumas negligências também podem ser consideradas como violência, ou seja, quando a criança não recebe uma alimentação adequada, cuidados higiênicos e afetivos.

Para a mediadora Fernanda da Costa Zöllner, psicóloga e estudante do curso de Direito, a visão de diferentes profissionais será importante para o desenvolvimento da conversa. A aluna conta que uma pesquisa feita pelo instagram do curso relatou que a maioria das pessoas acredita que as crianças mentem sobre terem sido abusadas sexualmente. “Acredito que, mostrando questões como essa e os vários pontos de vista, de várias formas diferentes que cada palestrante tem dentro da sua área, irá ampliar a visão das pessoas com relação a esse assunto”, pontua.

“Nosso objetivo é criar uma rede de proteção maior para a criança e que ela tenha os seus direitos respeitados”, ressalta Fernanda.

No encontro online, os participantes poderão interagir simultaneamente por meio do chat que será disponibilizado.

Bianca Guimarães
ACOM/UNITAU