Professores da EAD propõem experiências com materiais alternativos

09/06/2022

UNITAU, EAD, Física, Química, Aluno, Professor

Papel alumínio, arame, régua, vinagre e até mesmo um balão de festa. Materiais como esses, usados no cotidiano das pessoas, também servem para colocar em prática conhecimentos das disciplinas de Física e Química.

Isso é o que professores da Educação a Distância (EAD) da Universidade de Taubaté (UNITAU) demonstram em suas aulas práticas. As experiências para suprir a necessidade da prática durante o ensino a distância deram tão certo que foram incluídas em capítulos do livro EAD Unitau: desafios e possibilidades.

Essa foi a abordagem feita pela Profa. Ma. Susana Veiga, coordenadora dos cursos de licenciatura em Física e Matemática, e pelo Prof. Me. Edson Vander Pimentel, coordenador do curso de licenciatura em Química.

O experimento da professora é um eletroscópio de folhas, que utiliza um pote de maionese, um pedaço de arame, papel alumínio e bexigas. Nesse experimento, é trabalhada a eletrostática, que estuda os fenômenos ligados a cargas elétricas em repouso.

O acompanhamento dos resultados dos alunos fica por conta do Espaço Virtual de Aprendizagem (EVA), em que se encontra todo o embasamento teórico. Para a parte prática, são duas alternativas: os alunos podem fazer um vídeo ou uma fotografia do antes e depois e, no final, enviar para os professores, comprovando o resultado dos experimentos.

Isso foi o que nós da ACOM fizemos. Para comprovar a eficácia da experiência, trouxemos os materiais e montamos o eletroscópio, que funcionou como o que foi planejado. O resultado pode ser conferido na foto que ilustra essa reportagem.

A professora Susana conclui que a utilização de materiais alternativos e de baixo custo desperta muito interesse do aluno pelo aprendizado e o torna mais participativo. “Porque eles conseguem ver, na casa deles, no dia a dia, os objetos e os materiais que, depois, serão utilizados para um experimento. Acho que isso incentiva não só os nossos alunos de licenciatura, mas também os futuros alunos desses professores”.

Já o professor Edson demonstra um experimento na área de Cinética Química, que estuda a velocidade das reações químicas. “Utilizando o vinagre (ácido acético) em um prato com uma mancha, podemos acelerar o processo de remoção da mesma. O aluno pode lançar mão de dois artifícios: ou aumentar a concentração do vinagre ou elevar a temperatura. Em ambos os casos, irá alterar a cinética da reação e remover a mancha de forma mais rápida”, descreve.

A Professora Susana relembra ainda que, além de a maioria dos alunos estarem isolados, por conta da COVID-19 à época em que aconteceram as aulas, as condições do futuro local de trabalho dos alunos também afetaram o planejamento da proposta. “A maioria dos nossos alunos já trabalha ou trabalhou em escolas que não têm, às vezes, um laboratório, onde eles podem desenvolver esses experimentos. Foi para que eles não precisassem tirar dinheiro do próprio bolso e pudessem montar um experimento com algo que está acessível a eles”.

O professor Edson também reforça a importância do uso de material de baixo custo para trabalhar a experimentação no ensino a distância. "A maioria dos alunos não percebe quando falamos ‘química da vida’, porque a química está em tudo. É interessante que isso acaba despertando neles uma curiosidade de entender o porquê de os fenômenos ocorrerem e para eles poderem entender que acontece de maneira espontânea ao nosso redor".

Ariane Galhardo

ACOM/UNITAU