Encurralada entre serras e reduzidas a pouco mais de 7% de sua cobertura original, a Mata Atlântica regional exige ações de restauração e destaca a importância de biólogos formados na região
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01/07/2026 15h47 ⋅ Atualizada em 01/07/2026 15h49
O Vale do Paraíba localizado no domínio do bioma de Mata Atlântica entre a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, abriga uma riqueza natural incomparável. Repleta de parques estaduais, trilhas, cachoeiras e refúgios ecológicos, a região é um cenário perfeito para o ecoturismo, mas também esconde respostas sobre a biodiversidade que a ciência ainda busca compreender totalmente.
Porém, diante da necessidade de uma restauração florestal, a presença de profissionais qualificados atuando na própria região se torna um fator decisivo. É nesse cenário desafiador que o curso de Ciências Biológicas da Universidade de Taubaté (UNITAU) se consolida como um pilar essencial.
O docente da graduação, Prof. Dr. José Valter Cobo destaca o diferencial geográfico que torna a região oportuna para a área. “Nós estamos bem no meio de duas áreas de grande importância no que se refere a diversidade biológica, a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar, as quais ainda mantém grandes e importantes remanescentes florestais os quais por sua vez são ambientes naturais de muitos animais, além, é claro, do Litoral Norte, um dos mais preservados do país e que também hospeda uma diversidade biológica enorme”, explica.
No entanto, por ser uma área de ocupação antiga e de relevo acidentado, o Vale enfrenta uma realidade crítica. A Mata Atlântica está entre as cinco florestas tropicais mais diversas do mundo, mas hoje se encontra sob extrema ameaça, reduzida a pouco mais de 7% da cobertura original devido aos altos índices de queimadas e desmatamentos na região.
Para o Prof. Cobo, o papel desses profissionais é estratégico na proteção das áreas de preservação locais. “As biólogas e biólogos formados pela UNITAU são aqueles profissionais que foram treinados para compreender e interagir com os ambientes naturais sendo os quais qualificados para promoverem ações de conservação, ocupando, em geral, posições de destaque na gestão e gerência de unidades de conservação da região”, afirma.
A Instituição forma biólogos preparados para liderar projetos de conservação, propor sistemas de uso sustentável do solo e mitigar os impactos ambientais locais, utilizando conhecimentos teóricos e práticos obtidos a partir de disciplinas como botânica, zoologia e biologia da conservação.
Segundo o docente, o contato prático com a realidade regional começa logo no início da graduação. “Os estudantes de Ciências Biológicas começam a interagir com a biodiversidade da nossa região logo nas primeiras semanas em aulas teóricas e em práticas dentro do campus e em unidades de conservação da nossa região, aqui bem pertinho de nós”.
A UNITAU está com inscrições abertas para o Vestibular de Inverno 2026. Os candidatos interessados na graduação em Biologia ou em outros cursos disponíveis pela Instituição podem ingressar por meio de uma prova online gratuita, que pode ser feita a qualquer momento, além do aproveitamento das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), de vestibulares anteriores e de processos seletivos de outras Instituições de Ensino Superior (IES). Mais informações estão disponíveis em unitau.br/vestibular.
Gabriel Salles
ACOM/UNITAU
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