Formado em Ciências Biológicas e mestre pela UNITAU, Denis de Oliveira conta como projetos, monitorias e experiências universitárias ajudaram a construir sua trajetória profissional
Link curto: https://unitau.me/4f4eyv6
25/06/2026 11h39 ⋅ Atualizada em 25/06/2026 11h39
A trajetória acadêmica é marcada por experiências que ajudam a construir caminhos profissionais e pessoais. No episódio 33 do podcast (r)egresso, o Prof. Me. Denis de Oliveira compartilha sua história após a graduação em Ciências Biológicas na Universidade de Taubaté (UNITAU), destacando como a participação em projetos universitários contribuiu para sua formação.
Formado em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela UNITAU, Denis também concluiu o Mestrado Profissional em Educação na Instituição, ele atua como professor concursado da rede municipal de Taubaté. Em conversa com o estudante Pedro Lucas, aluno do 3° semestre de Ciências Biológicas, ele relembra momentos marcantes da graduação, fala sobre os desafios da carreira docente e reflete sobre o papel da educação na formação de cidadãos conscientes.
Confira um pouco da história do egresso Prof. Me. Denis de Oliveira e inspire-se a aproveitar as oportunidades da vida universitária para construir sua própria trajetória profissional.
Durante a graduação, você participou de atividades dentro e fora da sala de aula. Quais experiências foram mais importantes para a sua formação?
É difícil dizer quais experiências foram as mais importantes, porque cada uma contribuiu de forma diferente para minha formação. Quando olho para trás, percebo que todas elas se complementaram e ajudaram a construir não apenas competências acadêmicas e profissionais, mas também valores que levo comigo até hoje como professor e pesquisador.
O PIBID e a Residência Pedagógica, por exemplo, foram fundamentais para minha aproximação com a sala de aula. Essas experiências me permitiram vivenciar a realidade da educação básica, compreender os desafios do ensino e desenvolver um olhar mais sensível e crítico sobre a prática docente.
Já a participação em projetos de extensão ampliou minha visão sobre a função social da universidade. Aprendi a importância de levar o conhecimento para além dos muros acadêmicos e de construir ações que dialoguem com as necessidades da comunidade.
A monitoria em Histologia no curso de Medicina foi uma oportunidade muito rica para desenvolver habilidades de ensino e comunicação. Ao auxiliar outros estudantes em seu processo de aprendizagem, também aprofundei meus próprios conhecimentos e fortaleci meu interesse pela docência.
A atuação no Diretório Acadêmico trouxe aprendizados relacionados à liderança, ao trabalho em equipe e à representação estudantil. Foi uma experiência que me ajudou a compreender melhor a importância do diálogo e da participação coletiva na construção de um espaço mais democrático.
Você concluiu a Licenciatura, o Bacharelado e o Mestrado na UNITAU. Como cada etapa ajudou a definir sua carreira?
Cada uma dessas etapas teve um papel importante na minha formação e contribuiu para os caminhos que escolhi seguir. A Licenciatura foi fundamental para despertar e fortalecer meu interesse pela docência. Foi nesse período que tive maior contato com as discussões sobre educação, metodologias de ensino e formação de professores, além das experiências práticas que confirmaram meu desejo de atuar na área.
O Bacharelado ampliou minha visão sobre a pesquisa científica e aprofundou minha formação nas diferentes áreas das Ciências Biológicas. Essa etapa me proporcionou uma compreensão mais abrangente da produção do conhecimento científico e despertou ainda mais meu interesse pela investigação e pela construção de respostas para problemas relevantes.
Já o Mestrado representou um momento de consolidação da minha trajetória como pesquisador. Além do aprofundamento técnico e científico, foi uma oportunidade de desenvolver autonomia, pensamento crítico e maturidade acadêmica. O contato mais intenso com a pesquisa na área da educação reforçou a importância da integração entre ensino e ciência, algo que procuro levar para minha atuação profissional diariamente.
Que conselho você daria ao aluno de Biologia que ainda não sabe qual caminho profissional seguir?
Meu principal conselho é que não se fechem às oportunidades que surgirem ao longo da graduação. Muitas vezes, entramos no curso com uma ideia pré-definida sobre o que queremos fazer, mas são justamente as experiências vividas na universidade que nos ajudam a descobrir novos interesses e possibilidades profissionais.
Participar de projetos de pesquisa, extensão, programas de iniciação à docência, monitorias, atividades estudantis e estágios permite desenvolver competências que vão muito além do conteúdo das disciplinas. Além de ampliar conhecimentos, essas experiências ajudam a construir redes de contato, desenvolver habilidades interpessoais e compreender melhor as diferentes áreas de atuação do biólogo.
Acredito que é importante aproveitar a graduação com curiosidade e disposição para aprender. Nem sempre sabemos qual experiência será decisiva para nossa trajetória, mas cada oportunidade pode trazer aprendizados valiosos e abrir portas inesperadas.
Como professor de Biologia, qual é o papel da escola na formação de cidadãos comprometidos com o meio ambiente?
Acredito que a escola e os educadores têm um papel fundamental na formação de cidadãos sensíveis e comprometidos com as questões ambientais. Mais do que compartilhar conceitos sobre ecologia, conservação ou sustentabilidade, a educação ambiental deve incentivar a reflexão crítica sobre a relação entre sociedade e natureza e mostrar como nossas ações individuais e coletivas impactam o meio ambiente.
Além disso, é importante formar cidadãos capazes de compreender seus direitos e deveres, participando ativamente da sociedade e cobrando ações e políticas públicas que garantam a preservação ambiental e a qualidade de vida para todos.
A escola é um espaço importante para promover valores como responsabilidade, respeito e cuidado com o ambiente em que vivemos. Nesse processo, os educadores atuam como mediadores, ajudando os estudantes a compreender que os desafios ambientais não são problemas distantes, mas questões que fazem parte do nosso cotidiano e que exigem a participação de todos.
Formar cidadãos ambientalmente conscientes é, acima de tudo, contribuir para que as novas gerações sejam capazes de tomar decisões mais responsáveis e atuar de forma ativa na construção de uma sociedade mais sustentável. Esse é um compromisso que não deve se restringir à área das Ciências Biológicas, devendo estar presente em toda a educação.
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