(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Cesta básica sobe pelo segundo mês seguido e já compromete 36,2% da renda no Vale, aponta NUPES/UNITAU

Levantamento aponta nova alta de 1,11% em maio; batata, cebola e tomate lideram aumentos

Link curto: https://unitau.me/4uMIkdB

02/06/2026 09h49 ⋅ Atualizada em 02/06/2026 09h51


A cesta básica familiar voltou a subir no Vale do Paraíba em maio de 2026, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (UNITAU). O custo médio regional passou de R$ 2.904,18 em abril para R$ 2.936,31 em maio, uma alta de 1,11%, mesma variação registrada no mês anterior.

O aumento representa um acréscimo de R$ 32,13 no orçamento das famílias e mantém a tendência de pressão sobre os preços dos alimentos observada desde o início do ano. Segundo o NUPES, esta é a quarta alta consecutiva da cesta básica e um dos maiores movimentos de elevação registrados nos últimos meses.

Entre os municípios pesquisados, Taubaté apresentou a maior variação mensal, com aumento de 2,03%, enquanto Caçapava registrou a menor alta, de 0,26%. Campos do Jordão continua com a cesta mais cara da região, ao custo de R$ 3.123,59, enquanto Taubaté manteve o menor valor, de R$ 2.863,78. A diferença entre as duas cidades chega a R$ 259,81.

Comprometimento da renda aumenta

O levantamento também mostra crescimento no comprometimento da renda familiar. Em maio, uma família precisou destinar, em média, 36,23% de sua renda para a compra da cesta básica, percentual superior aos 35,83% registrados em abril. Como não houve reajuste do salário mínimo no período, o aumento reduz a parcela disponível para despesas como saúde, educação, transporte e lazer.

Alimentos continuam pressionando os preços

O grupo alimentação segue como principal responsável pelo custo da cesta, representando 90,17% do valor total. Em maio, os alimentos registraram alta de 1,12%, enquanto os itens de higiene pessoal tiveram aumento de 1,66%. Já os produtos de limpeza doméstica permaneceram praticamente estáveis, com variação de 0,24%.

Entre os produtos que mais subiram no mês estão:

  • Batata inglesa (+63,36%)
    • Cebola (+24,92%)
    • Tomate (+13,70%)
    • Feijão carioca (+9,99%)
    • Cenoura (+9,63%)

Segundo o relatório, a alta desses produtos está relacionada principalmente a fatores sazonais, como períodos de entressafra, redução da oferta, condições climáticas adversas e aumento dos custos logísticos.

Por outro lado, alguns alimentos apresentaram queda de preços, contribuindo para amenizar parcialmente a pressão sobre o orçamento das famílias:

  • Abobrinha (-20,24%)
    • Mamão formosa (-9,12%)
    • Café moído (-4,70%)
    • Mandioca (-3,86%)
    • Alface (-3,59%)

Alta no acumulado de 12 meses

Diferentemente do cenário observado no mês passado, o acumulado dos últimos 12 meses voltou a ficar positivo. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o custo médio regional da cesta básica registrou aumento de 0,77%, equivalente a R$ 22,42. O resultado indica uma retomada da elevação dos preços em horizonte anual, após um período de maior estabilidade.

A pesquisa é realizada quinzenalmente pelo NUPES em supermercados de Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e Campos do Jordão, considerando uma cesta composta por 44 produtos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica para uma família de cinco pessoas.

O relatório completo pode ser consultado no site da Universidade de Taubaté por meio deste link.

ACOM/UNITAU