Nívia Maria Rocha Baracho, de 47 anos sempre teve a faculdade de Medicina como um sonho. (Foto: Arquivo pessoal)

Estudantes do campus Cruzeiro da UNITAU mostram que nunca é tarde para realizar o sonho da Medicina

Alunos acima dos 40 anos conciliam carreira e estudos para ingressar na área da saúde

Link curto: https://unitau.me/49gloKN

05/05/2026 17h38 ⋅ Atualizada em 05/05/2026 17h38


O desejo de cursar Medicina muitas vezes acompanha as pessoas por décadas, mas a rotina e outras trajetórias profissionais podem adiar esse plano. No campus Cruzeiro da Universidade de Taubaté (UNITAU), exemplos de alunos que decidiram iniciar a graduação após os 40 anos mostram que a maturidade pode ser um diferencial na busca pela realização profissional.

Essa realidade reflete uma tendência nacional. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2022, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), estudantes com mais de 40 anos já representam 13,4% dos universitários no Brasil, somando cerca de 1,2 milhão de pessoas. O dado evidencia a mudança no perfil das salas de aula e reforça que nunca é tarde para buscar uma nova formação.

Aos 62 anos, Antônio Paulo Maciel Braga cursa o primeiro período de Medicina e traz na bagagem três décadas de atuação na odontologia. Para ele, a mudança representa uma ampliação de horizontes. “Sempre teve uma ligação entre o que eu fazia e o que estou me propondo agora. Em vez de olhar apenas para a saúde bucal, estou ampliando para a saúde como um todo”, explica.

A decisão de ingressar na nova graduação surgiu durante o mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, quando percebeu o desejo de compreender o cuidado em uma visão mais ampla. Apesar da diferença de idade em relação aos colegas, ele afirma que a adaptação tem sido natural, sem “choque de gerações”.

“Como eu já criei um filho que hoje tem 30 anos, não tive dificuldade de adaptação. Converso com eles como colegas de curso, de forma simples. E, nesses contatos, algumas pessoas acabam se tornando mais próximas”, relata.

Para Nívia Maria Rocha Baracho, de 47 anos e atualmente no segundo período, a Medicina é um sonho de infância, fortalecido por vivências familiares. “Desde pequena, sempre falei que seria médica. E essa vontade ficou ainda mais forte ao vivenciar situações na família, o que despertou em mim o desejo de cuidar de pessoas”, afirma.

A trajetória, no entanto, também traz desafios. Além de conciliar trabalho, família e responsabilidades do dia a dia, Nívia aponta que a convivência social pode exigir adaptação. “Infelizmente, o etarismo ainda está presente. Existe uma diferença entre o que se fala sobre inclusão e o que acontece na prática”, observa.

Mesmo diante das dificuldades, ela encontra motivação na fé e na promessa feita à mãe. “Se eu cheguei até aqui, é porque acredito que estou no caminho certo para realizar esse sonho”, diz.

As histórias de Antônio e Nívia mostram que iniciar uma graduação mais tarde exige determinação, mas também pode trazer uma formação mais consciente e conectada à experiência de vida. Para quem ainda pensa em dar esse passo, Nívia deixa um conselho: “Se você tem um sonho, corra atrás dele todos os dias. Seja persistente”.

Com trajetórias diferentes, mas o mesmo objetivo, esses alunos mostram que o desejo de cuidar do outro e de aprender não tem prazo para começar.

 

Vestibular de Inverno 2026

Para quem sonha em ingressar no curso de Medicina, independentemente da idade, estão abertas as inscrições para o Vestibular de Inverno 2026. Há vagas para os três campi da UNITAU: Caraguá, Cruzeiro e Taubaté.

Os candidatos podem optar pela prova presencial ou pelo ingresso via nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Saiba mais em: unitau.br/medicina.

 

Gabriel Salles
ACOM/UNITAU