(Foto: Reprodução/ACOM UNITAU)

Projeto de extensão da UNITAU leva acessibilidade e qualidade de vida à população idosa

Iniciativa une alunos de Arquitetura ao PAIE para pensar soluções que melhoram moradias e espaços urbanos

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29/04/2026 17h48 ⋅ Atualizada em 30/04/2026 16h23


A Universidade de Taubaté (UNITAU) tem transformado o aprendizado em ação prática por meio de projetos de extensão universitária. Um dos exemplos é o projeto “Acessibilidade, Bem-Estar e Moradia”, que conecta estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo às necessidades reais da população, especialmente pessoas idosas.

Na prática, a extensão acontece quando o aluno sai da sala de aula e aplica o conhecimento em benefício da comunidade. Nesse projeto, os estudantes analisam espaços, identificam dificuldades de mobilidade e propõem soluções para tornar ambientes mais seguros, acessíveis e confortáveis para quem envelhece.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Programa de Atenção Integral ao Envelhecimento (PAIE), que aproxima adultos e idosos da vida universitária e promove a troca de experiências entre diferentes gerações. Essa convivência permite que os alunos entendam, na prática, os desafios enfrentados por esse público no dia a dia.

Na última terça-feira (28), o projeto teve mais uma etapa com a realização de um encontro com os participantes do PAIE, além de uma palestra conduzida pelo Prof. Dr. Flávio José Nery Conde Malta, aposentado da UNITAU, especialista na área de acessibilidade. A atividade abriu discussões importantes sobre mobilidade, envelhecimento e o papel da arquitetura na construção de cidades mais inclusivas.

De acordo com o Prof. Me. Vinicius Barros Barbosa, responsável pela ação, o projeto vai além da teoria e contribui diretamente para a formação dos estudantes. “A proposta é fazer com que os alunos compreendam a realidade das pessoas e percebam como a arquitetura pode impactar diretamente a qualidade de vida. Quando eles entram em contato com essas demandas, passam a enxergar o projeto não só como técnica, mas como responsabilidade social”, destaca.

Durante as atividades, os estudantes entram em contato com dados sobre envelhecimento da população, analisam normas de acessibilidade e discutem soluções para problemas que vão desde barreiras físicas até questões sociais e de inclusão.

A proposta também mostra como a arquitetura pode ser uma ferramenta de cuidado. Calçadas mal planejadas, ausência de rampas, iluminação inadequada e falta de acessibilidade em residências são exemplos de situações que impactam diretamente a autonomia e a segurança de pessoas idosas.

Ao longo do semestre, os alunos irão desenvolver levantamentos, diagnósticos e propostas que podem contribuir para melhorar esses espaços, unindo conhecimento técnico e sensibilidade social.

A ação reforça o papel da extensão universitária como ponte entre a universidade e a sociedade, mostrando que o conhecimento produzido dentro da sala de aula pode gerar impacto real na vida das pessoas.

Além disso, iniciativas como essa fortalecem programas como o PAIE, que há anos atua na promoção do envelhecimento ativo e saudável, e mostram como diferentes áreas do conhecimento podem se conectar para construir soluções mais humanas e inclusivas.

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ACOM/UNITAU