(Foto: Leonardo Oliveira/ACOM-UNITAU)

UNITAU desenvolve projeto de restauração florestal no Rio Una em Taubaté

Iniciativa financiada pelo FEHIDRO envolve alunos e funcionários na recuperação de área que contribui para o abastecimento da cidade

Link curto: https://unitau.me/4suvePS

13/04/2026 16h26 ⋅ Atualizada em 28/04/2026 15h41


A Universidade de Taubaté (UNITAU) iniciou um projeto de restauração florestal na mata ciliar do Rio Una, com o objetivo de recuperar áreas degradadas e contribuir para a preservação de um dos principais mananciais da cidade.

O Rio Una é responsável por cerca de 30% do abastecimento de água de Taubaté e passa ao lado do Campus de Agronomia da Universidade. A proposta é atuar na recuperação ambiental das margens do rio, com foco na recomposição da vegetação nativa e na melhoria das condições ecológicas da área.

A iniciativa é realizada pela UNITAU, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação (FAPETI), com fomento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), de forma articulada com o Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul (CBH-PS)

Além da recuperação ambiental, a iniciativa também tem caráter formativo. Os estudantes participam diretamente das atividades, acompanhando as etapas do projeto e o monitoramento da área ao longo do tempo.

UNITAU desenvolve projeto de restauração florestal no Rio Una em Taubaté
(Foto: Leonardo Oliveira/ACOM-UNITAU)

De acordo com o Prof. Dr. Paulo Fortes Neto, responsável pela iniciativa, o projeto também permite aplicar, na prática, conceitos ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda global proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover o desenvolvimento sustentável. “A importância desse projeto na Universidade é justamente colocar em prática esses objetivos do desenvolvimento sustentável para os alunos”, explica.

Além do plantio de mudas, o projeto prevê o acompanhamento contínuo da fauna, ou seja, os animais terrestres, peixes e aves ao longo de dois anos. Estão previstas coletas periódicas para identificação de espécies e análise das mudanças ambientais ao longo das estações.

“Também vamos catalogar a fauna presente na região e acompanhar indicadores ambientais, como a presença de aves, ao longo do processo de recuperação”, destaca o professor.

As atividades envolvem alunos e funcionários da Universidade. Enquanto o plantio é feito aos sábados, o acompanhamento técnico e científico acontece durante a semana, integrando ensino, pesquisa e extensão.

A iniciativa contribui para a recuperação ambiental da região e fortalece a atuação da Universidade na produção de conhecimento aplicado à realidade local.

 

Gabriel Salles
ACOM/UNITAU