Parceria entre cursos de Psicologia e Linguística utiliza metodologia COIL para promover intercâmbio cultural e análise crítica sobre o bem-estar no ambiente acadêmico
Link curto: https://unitau.me/4cm4mvN
31/03/2026 15h57 ⋅ Atualizada em 31/03/2026 15h57
A Universidade de Taubaté (UNITAU) enfatiza o papel como mediadora de experiências multiculturais ao promover um projeto de aprendizado internacional entre estudantes do curso de Psicologia e da Yerevan State University, na Armênia. A iniciativa utilizou a metodologia COIL (Collaborative Online Internacional Learning), que integra atividades acadêmicas online a disciplinas regulares para promover a aprendizagem colaborativa entre diversos países.
Realizada entre fevereiro e março de 2026, a atividade envolveu 28 alunos do 5° semestre de Psicologia da Universidade de Taubaté e 12 alunos do curso de Linguística da instituição armênia. A coordenação foi realizada pela docente da UNITAU, Profa. Dra. Adriana Leônidas de Oliveira e pela docente da Yerevan State University, Profa. Dra. Anoush Ayunts, com o apoio da doutoranda Talita Guarino e do monitor Pedro Mendrot.
Para a Profa. Adriana, a escolha da metodologia COIL foi estratégica para a formação dos futuros psicólogos. “O COIL oferece benefícios fundamentais, pois amplia a visão crítica sobre questões psicológicas em diferentes contextos culturais. É uma oportunidade de fortalecer competências como o trabalho em equipe e o pensamento intercultural sem a necessidade de mobilidade física”, destaca a docente.
O projeto focou na saúde mental universitária, investigando desafios e preocupações comuns entre os estudantes. A pesquisa realizada pelo grupo, contou com 168 respostas e revelou semelhanças e diferenças importantes entre as duas realidades.
No Brasil, 57,5% dos estudantes relataram ansiedade frequente devido a demandas acadêmicas, enquanto na Armênia esse índice é de 70%. Já o sentimento de pertencimento social mostrou-se muito mais forte no Brasil, com um índice de 92,5%, do que na Armênia que possui um índice de 50%.
“Ao analisar esses dados em conjunto, os alunos puderam puderam perceber como o ambiente social e cultural impacta diretamente na percepção do estresse. Essa troca de experiências permite que eles desenvolvam uma sensibilidade clínica muito mais aguçada e global”, explica a Profa. Adriana.
Socialização multicultural
Além da pesquisa, os estudantes participaram de um “piquenique cultural” virtual, compartilhando tradições, músicas e comidas de seus países pela plataforma Padlet. Essa interação humana é, para a coordenação, o grande diferencial do projeto.
“Essa ‘internacionalização em casa’ não apenas enriquece o currículo, mas também demonstra o compromisso da UNITAU com práticas educacionais contemporâneas e inovações pedagógicas. Projetos como este aproximam docentes e instituições de diferentes países, abrindo portas para futuras parcerias em pesquisa e intercâmbio acadêmico”, conclui a professora.
Com base nas pesquisas realizadas, os alunos propuseram estratégias para melhorar o bem-estar estudantil, como a criação de programas de mentoria entre calouros e veteranos, eventos culturais para fortalecer vínculos e o incentivo a competições esportivas como forma de reduzir o estresse e promover hábitos saudáveis.
Gabriel Salles
ACOM/UNITAU
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