Estudo desenvolvido no curso de Psicologia analisa como mulheres entre 45 e 60 anos enfrentam as mudanças da menopausa, ampliando o debate sobre saúde feminina
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06/03/2026 12h19 ⋅ Atualizada em 06/03/2026 14h24
Com mais de mil funcionários, a Universidade de Taubaté (UNITAU) é formada pela força e resiliência feminina. Do total de 565 docentes, 267 são mulheres. Em cargos de chefia, assessoria e secretariado, são 75 profissionais que coordenam e fazem a gestão de diversos setores e departamentos da Instituição. Há quase oito anos, a UNITAU também conta com liderança feminina à frente da reitoria, sob a gestão da Profa. Dra. Nara Lucia Perondi Fortes.
Esse protagonismo feminino não está apenas na gestão universitária. Ele também se manifesta na produção do conhecimento científico e no compromisso com a promoção da saúde e do bem-estar da população, princípios que dialogam diretamente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da promoção da saúde e da qualidade de vida.
Na iniciação científica, esse movimento ganha forma no trabalho da universitária do 7º semestre do curso de Psicologia, Júlia Guelfi Figueiredo. Com um olhar atento e sensível para as vivências femininas, a estudante decidiu investigar o processo de resiliência durante o climatério, sob orientação da Profa. Dra. Adriana Leônidas de Oliveira. É, na prática, um movimento de mulheres pesquisando sobre saúde feminina, sob o olhar e a experiência de outras mulheres.
Pesquisa
O climatério é definido como o processo de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher, tendo como marco principal a menopausa. Durante esse período, ocorrem mudanças fisiológicas e emocionais que podem impactar a rotina e o bem-estar feminino. Nesse contexto, a resiliência, a capacidade de enfrentar adversidades sem comprometer a saúde mental, torna-se um fator fundamental para o enfrentamento dessa etapa da vida.
A proposta da pesquisa é avaliar o nível de resiliência em um grupo de 30 mulheres, em Taubaté, na faixa etária entre 45 e 60 anos, que estejam na transição para a menopausa, com ou sem acompanhamento ginecológico. Além de compreender como a resiliência contribui para lidar com as mudanças e desafios desse período.
“Estudo sobre saúde da mulher pelo âmbito da Psicologia desde o meu primeiro estágio (...) Acredito que, por ser mulher, essa pesquisa me atravessa de formas muito diversas, a principal foi compreender ainda melhor a importância de estudos específicos relacionados à saúde da mulher, que é muitas vezes precarizada e ignorada por todo um sistema que estuda somente homens”, detalha a estudante.
Aluna de Psicologia Júlia Guelfi Figueiredo (Foto: Arquivo Pessoal)
Atualmente, o projeto está na fase de análise dos dados coletados em campo. Posteriormente, os resultados devem ser apresentados no Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted) e em outros eventos científicos. A proposta é ampliar o debate sobre saúde da mulher e compartilhar o conhecimento produzido dentro da universidade com a sociedade.
“Considero um tema muito importante. A área da saúde da mulher tem sido um foco grande de estudos nossos, então estudar esse processo da menopausa é fundamental para subsidiar ações de orientação, grupos de apoio e outras iniciativas voltadas a tantas mulheres que passam por esse processo. Por isso, considero esse projeto uma temática muito relevante na área da saúde da mulher”, finaliza a Profa. Dra. Adriana Leônidas.
ACOM/UNITAU
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