Parceria, que tem o apoio da Fapeti, fortalece a pesquisa em Dermatologia, amplia a formação prática dos alunos e possibilitará a construção de um banco nacional de imagens para diagnóstico precoce
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06/03/2026 11h24 ⋅ Atualizada em 06/03/2026 11h25
A Universidade de Taubaté (UNITAU) passa a integrar uma rede nacional de pesquisa voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial para auxiliar na triagem de lesões suspeitas de câncer de pele. A iniciativa integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), reunindo diversos centros de pesquisa do país.
O estudo, intitulado "Validação de Algoritmo de Inteligência Artificial para auxílio na triagem de lesões suspeitas de Câncer de Pele: Triaderm Study”, envolve o Hospital Israelita Albert Einstein e a Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação da Universidade de Taubaté (Fapeti). Na parceria, a UNITAU atua como centro de coleta de dados clínicos e imagens a partir dos atendimentos realizados no ambulatório de Dermatologia do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT).
As lesões suspeitas são registradas por fotografias clínicas e dermatoscopias e as informações são inseridas em uma plataforma nacional que servirá de base para o treinamento da ferramenta tecnológica. O Hospital Israelita Einstein é responsável por centralizar os dados e conduzir o desenvolvimento da inteligência artificial, enquanto a Fapeti oferece suporte administrativo e técnico à execução do projeto.
O objetivo científico é construir e treinar uma ferramenta capaz de auxiliar na triagem de lesões suspeitas, incluindo o melanoma e o câncer de pele não melanoma, contribuindo com o diagnóstico precoce e ampliando o acesso à avaliação qualificada, especialmente em regiões com escassez de especialistas.
O projeto também tem reflexo direto na formação acadêmica. Estudantes do curso de Medicina participam da coleta de dados, da captação fotográfica e dermatoscopia das lesões e da inserção das informações na plataforma do estudo, vivenciando na prática a integração entre assistência, ensino e pesquisa.
As perspectivas incluem a ampliação da coleta de dados em diferentes regiões do país, tornando o banco nacional de imagens cada vez mais representativo. A consolidação dessa atuação em rede deve fortalecer o modelo colaborativo de pesquisa em inteligência artificial na saúde e gerar resultados científicos com impacto nacional na triagem do câncer de pele.
A Profa. Esp. Elisangela Manfredini Andraus de Lima, médica dermatologista responsável pelo projeto e docente do curso de Medicina da UNITAU, destaca a relevância da iniciativa à saúde pública. “Estamos contribuindo com a construção de um banco de dados robusto e representativo da população brasileira. Essa inteligência artificial poderá futuramente apoiar a triagem em locais com poucos dermatologistas, favorecendo o diagnóstico precoce e salvando vidas”, afirma.
Segundo ela, a experiência clínica é essencial para garantir rigor técnico ao estudo. “Nossa vivência no ambulatório assegura que a coleta de imagens e dados seja realizada com qualidade e alinhada à prática médica real, o que é fundamental para o desenvolvimento de uma ferramenta confiável”, completa.
Para a diretora-presidente da Fapeti, Profa. Dra. Márcia Regina de Oliveira, a participação no projeto reforça o compromisso da fundação com a inovação e a pesquisa aplicada. “A Fapeti tem como missão apoiar iniciativas estratégicas que gerem impacto científico e social. Integrar a UNITAU a essa rede nacional fortalece a produção acadêmica e amplia a contribuição da região para o avanço tecnológico na saúde”, ressalta.
Na avaliação da Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da UNITAU, profa. Dra. Monica Franchi Carniello, o projeto permite a correlação entre entidades que exercem papéis de destaque em seus respectivos campos de atuação. “A cooperação entre a UNITAU, Fapeti e Einstein é fundamental para o fomento de pesquisas que têm alcance nacional e expressiva relevância à sociedade. Além disso, o estudo inserido na parceria entre as instituições é um exemplo do empenho dos professores e alunos da Universidade de Taubaté para o progresso da ciência”, finalizou.
ACOM/UNITAU
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