Fábio dos Santos é egresso do curso de Fisioterapia da UNITAU e conta sobre as possibilidades na área no mercado de trabalho internacional | Foto: Arquivo Pessoal

Egresso de Fisioterapia da UNITAU comenta sobre os desafios e oportunidades ao investir na transição de carreira rumo ao mercado global

Com passagens por grandes multinacionais brasileiras e estrangeiras, Fábio dos Santos tem mais de 15 anos de atuação internacional na área de ergonomia e fatores humanos e atualmente trabalha no Reino Unido.

Link curto: https://unitau.me/4pIfMPM

15/12/2025 18h01 ⋅ Atualizada em 28/04/2026 15h41


Era fim dos anos 90 quando Fábio Lemes dos Santos escolheu cursar Fisioterapia na Universidade de Taubaté (UNITAU). Ao lado dos colegas, formou-se na segunda turma do curso e hoje, com mais de 15 anos de carreira internacional, reservou um tempo na agenda para relembrar bons momentos e conversar sobre carreira e mercado de trabalho durante o último bate-papo da temporada do programa (R)egresso em 2025. O convidado do episódio 32 atua como consultor sênior especialista em Ergonomia e Fatores Humanos no Reino Unido e, construindo uma trajetória profissional notável fora do país, dividiu experiências e perspectivas sobre os principais desafios e oportunidades na área.

Como foi a sua escolha pelo curso? O que te guiou para esse caminho?

Fábio: Foi uma opção porque eu achei que poderia, de alguma forma, trabalhar com algum time de futebol. Na época, eu não tinha nem tanta noção do quão ampla a Fisioterapia poderia ser em termos de profissão, em termos de carreira, mas a minha ideia, eu falei ‘poxa, ao invés de fazer Educação Física, eu acho que eu vou para a Fisioterapia, porque eu posso trabalhar com algum time, com alguma coisa nesse sentido’. E foi lá [na Fisioterapia] que eu engatei, acabei gostando muito desde o dia 1, posso dizer. Eu acho que até pensar na carreira após o curso, a minha cabeça passou por tantas opções. Durante o estágio [eu pensava] ‘nossa, acho que eu sou apaixonado por isso. Agora gosto de UTI, quero trabalhar com um time’. [...] A gente fica, de verdade, perdido, porque são muitas coisas legais. A Fisioterapia é muito recompensadora em termos de interação com o paciente, de ver o progresso, de ver a diferença que você faz no dia a dia e na vida das pessoas… Então, a gente se encanta com muita coisa e é difícil escolher um caminho só. [A escolha pelo curso] Não foi uma coisa que sonhei ou nasci com o sonho de ser fisioterapeuta, mas foi uma opção que foi acontecendo, foi se desenvolvendo, foi ganhando parte na minha vida e do meu coração e eu segui em frente.


Como essa jornada internacional começou para você e de que maneira você percebeu que tinham essas oportunidades?
Fábio: Eu trabalhei de tudo um pouco aqui. Trabalhei como cuidador de idosos, trabalhei no delivery da Amazon, fazendo entregas, trabalhei em call center, que atendia o Brasil na época. E durante esses dois primeiros anos [morando na Inglaterra] foi onde eu comecei a estudar inglês, comecei a praticar um pouco mais, me desenvolver, até me sentir confortável para aplicar para uma vaga [na área de Fisioterapia]. Eu vi que a experiência que eu tinha era o que eles estavam procurando no mercado e o que me faltava eu tinha alcançado, que era ter melhorado o idioma e estar com um nível não excelente ou super fluente, mas ok para começar a trabalhar na área. E fui muito bem aceito, meu currículo foi muito bem aceito na época e disso começaram a vir grandes oportunidades. Depois eu também decidi ingressar no mestrado, que sempre foi um grande sonho meu, principalmente com a Universidade de Nottingham, que sempre foi uma meta mesmo.

O que os fisioterapeutas brasileiros precisam para validar o diploma na Inglaterra ou países próximos?
Fábio: [...] Você tem que fazer a validação do seu diploma e não é tão complicado. Tem um processo que você tem que seguir todas as etapas, mas o currículo da UNITAU foi muito bom para mim. O currículo da UNITAU cobria com sobra todos os requisitos de equiparação. Então, a experiência também foi muito interessante. Para mim, na época, quando eu comecei meu processo de validação junto ao Health and Care Professions Council (HCPC), que é o órgão que faz a regulação das produções de saúde aqui no Reino Unido, eu tive um apoio muito legal da UNITAU. Eu não esperava, achei que seria super complicado porque a gente tem que fazer uma série de traduções, traduções juramentadas, tradução de diploma, tradução do histórico escolar… [...] Mas o pessoal da secretaria do UNITAU também me deu todo o suporte que eu precisava na época, facilitou muito a minha vida e foi, assim, relativamente tranquilo. [...] Se você tiver uma experiência interessante, eles [empregadores estrangeiros] podem te chamar, te dar todo o suporte. Falando assim, parece que é super fácil e não é fácil. Você tem que realmente mostrar o porquê que eles têm que trazer alguém de fora para vir para cá ao invés de contratar uma pessoa local. Mas eu acho que o Brasil e a UNITAU me ofereceram a experiência e o conhecimento todo e as experiências foram muito boas e foram muito bem reconhecidas aqui, o que ajudou e facilitou o processo.

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