Egresso da UNITAU e presidente do INSS, Gilberto Waller Jr. é reconhecido com Honra ao Mérito pelo trabalho de impacto na sociedade| Foto: Bruna Silva/ACOM-UNITAU

Entrevista: Gilberto Waller Jr., egresso de Direito da UNITAU e presidente do INSS, divide experiências com universitários

Egresso visitou a Universidade após 30 anos de formado e ministrou palestra para os estudantes do Departamento de Ciências Jurídicas e Internacionais

Link curto: https://unitau.me/3Jxeasr

13/11/2025 09h38 ⋅ Atualizada em 13/11/2025 14h50


Pela primeira vez, Gilberto Waller Jr., egresso do curso de Direito da Universidade de Taubaté (UNITAU) e atual presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), veio à cidade natal a trabalho e aproveitou a ocasião para retornar à Universidade e dividir experiências com a nova geração. Na plateia, além de alunos atentos, estava a família dele, também formada por egressos e egressas da UNITAU.

Durante o retorno à “casa”, como ele se refere à Universidade, Gilberto concedeu entrevista à Rádio FM UNITAU, ministrou palestra para os alunos no Departamento de Ciências Jurídicas e Internacionais e foi reconhecido com Honra ao Mérito pelo trabalho de impacto que vem exercendo ao longo das décadas dedicadas ao serviço público.

Confira abaixo a entrevista concedida por ele à Central de Comunicação da UNITAU (ACOM):


ACOM: Como foi o processo pela escolha do curso e por que escolher a UNITAU para realizar esse desejo?

Gilberto: Na verdade, não foi tão fácil assim minha escolha. Inicialmente, quando eu estava no segundo grau, eu imaginava que ia fazer Medicina, mas eu tinha um pavor de sangue ou de qualquer doença. E daí acabei indo para a área de Direito, com essa ideia de fazer concurso público. Desde o primeiro ano, eu queria fazer concurso público. Eu fiz vestibular aqui [na UNITAU], fiz FUVEST e fiz na PUC [Pontifícia Universidade Católica], em São Paulo. E acabei passando na PUC e aqui [na UNITAU]. E, ao mesmo tempo, eu fiz concurso público para oficial de promotoria do Ministério Público e resolvi vir para a UNITAU, porque eu passei no concurso e eu podia agregar as duas situações, de poder trabalhar, poder estudar e ficar próximo da minha família. E eu acho que foi a decisão acertada, porque toda minha carreira depois foi originária dessa minha escolha.

ACOM: E tem algo ou alguém que te influenciou a seguir esse caminho?

Gilberto: Na verdade, toda a minha família fez o UNITAU. Meu pai fez direito no UNITAU, eu fiz Direito, meus dois irmãos também fizeram Direito aqui na UNITAU… Então somos todos oriundos da UNITAU.

ACOM: E quais são as suas principais memórias do tempo universitário, dentro e fora de sala de aula?

Gilberto: Era interessante, era um mundo novo. Eu lembro muito de, além da questão acadêmica, tinha a Semana Jurídica, que tinham os júris simulados, que eu pude participar, uma semana de palestras, e isso era muito enriquecedor, porque trazia um pouco da prática daquilo que a gente aprendia no dia a dia. E uma outra coisa enriquecedora é que, aqui na UNITAU, você convivia com os professores. Então, você estava o tempo inteiro circulando, encontrando no fórum, encontrando no Ministério Público, no Judiciário, com os advogados, e podendo verificar aquilo que era dado em aula na prática.

ACOM: E o que você pensa sobre a importância de ter a prática e a teoria juntas? Se lembra como foi esse seu processo formativo?

Gilberto: Então, a minha questão acadêmica foi um pouco diferente, porque como eu já tinha prestado concurso e era oficial da promotoria, eu não pude fazer o estágio. Eu era impedido de fazer o estágio por causa de conflito de interesse. Mas o que acontece? Eu acabava fazendo lá no Ministério Público aquilo que aprendia. E todos os meus chefes e todos aqueles com quem eu circulava eram professores da UNITAU. Então, eu já conhecia e já sabia qual que era a tendência de cada um, qual era o histórico de cada um, qual era a expertise de cada um para poder colocar no meu trabalho.

ACOM: E de que maneira a sua formação na UNITAU, nesse período, contribuiu para que você alçasse esses voos e ocupasse esses espaços importantes e de impacto social?

Gilberto: Fundamental. Primeiro pelo conhecimento teórico, conhecimento lógico que possibilitou, inclusive, prestar o concurso. E, segundo, a experiência da vida, para você poder ocupar tantos cargos públicos assim, com tantas dificuldades e com tantos desafios, essa possibilidade… Então, acho que, na verdade, é uma forma de preparar a pessoa para assumir grandes desafios.

ACOM: E quais são as suas principais dicas ou conselhos para a nova geração, considerando as principais tendências na área jurídica e em cargos como o seu?

Gilberto: O Direito acaba mudando muito. Na minha época, era muito civil e penal. Você não pensava em uma outra esfera ou em outra área. E acabou que eu passei concurso para Direito Previdenciário. Eu trabalhava com Direito Previdenciário, que era uma novidade. Então, a beleza do Direito, a beleza dessa questão acadêmica, é você sempre procurar novas janelas novas situações. Nunca se pensou antes em [aplicar o] Direito por uma questão de erro em Medicina, na questão de acordos, na questão de consensualidade… É, na verdade, uma evolução. Então nunca se satisfaça com aquilo que já está hoje. Porque você não sabe daqui cinco ou dez anos, qual o desafio que vai ter pela frente?


ACOM: Qual é o sentimento de poder voltar para a Universidade nessa ocasião e poder dividir a sua história, a sua experiência com os alunos e também relembrar esses momentos?

Gilberto: É uma forma de gratidão e emoção ao mesmo tempo. A gratidão por tudo que passei e a gratidão por terem lembrado de mim, de poder voltar aqui para a UNITAU… E essa emoção de passado e presente juntos. Parece que foi ontem, mas foi há 30 anos atrás.

As fotos oficiais da visita podem ser conferidas aqui. 

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