A obra reúne experiências de estudantes e docentes envolvidos em atividades de extensão por meio de ligas acadêmicas
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06/11/2025 17h01 ⋅ Atualizada em 06/11/2025 17h01
A Editora da Universidade de Taubaté (EdUNITAU) lançou mais um livro desenvolvido por professores, em parceria com alunos da UNITAU, se trata da obra “Ligas Acadêmicas UNITAU: História e transformação”, que reúne experiências e relatos que evidenciam o protagonismo estudantil e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
O projeto foi desenvolvido pela Pró-reitoria Estudantil (PRE), liderada pela Profa. Dra. Alexandra Magna Rodrigues, que reuniu alunos de diferentes ligas acadêmicas para trazer relatos sobre a presença crucial do ensino, da pesquisa e da extensão na jornada universitária.
“Nossa ideia principal com o livro foi de documentar e registrar. Os alunos e orientadores foram convidados a escreverem relatos, experiências, pesquisas ou reflexões sobre as ações da Liga. A PRE lançou uma chamada para a escrita de capítulos para compor este volume do livro. E foi assim que aconteceu. Na tentativa de fazer registros, documentar aquilo que os alunos, as ligas acadêmicas vêm realizando na Universidade de Taubaté há décadas”, explicou a pró-reitora Estudantil, Profa. Dra. Alexandra Magna Rodrigues.
Em meio a criação da obra, Ryan Augusto Costa Dias, estudante do 8º semestre do curso de Enfermagem, foi um dos responsáveis pela produção de um capítulo do livro para representar a Liga Acadêmica de Aleitamento Humano (LAAH) da UNITAU, pioneira nos cursos de Nutrição e Enfermagem na instituição e na discussão de corpos e gêneros diversos que praticam a amamentação.
“Como diretor científico, quando eu soube que o capítulo que foi escrito pela nossa liga ia ser publicado no livro, senti que todo o trabalho que foi realizado está sendo valorizado pela universidade. Além de que a credibilidade que passaria para LAAH com o nosso capítulo foi um grande motivo que me motivou a participar do projeto”, conta.
Ao participar da Liga Acadêmica de Aleitamento Humano, Ryan destaca que o envolvimento nas atividades de extensão não só o permitiu integrar-se com temas de interesse profissional e nas necessidades do mercado de trabalho, mas também aprimorar significativamente habilidades de trabalho em equipe em um ambiente multidisciplinar.
Na visão do futuro enfermeiro, a oportunidade que mais o incentivou a participar ativamente das ligas acadêmicas, além de se envolver com colegas e do aprofundamento prático, foi de se engajar em algo novo e de extrema importância na graduação: a pesquisa científica.
“Eu diria que o principal ensinamento que eu levo da LAAH é que fazer pesquisa não é um bicho de sete cabeças. E eu acho que esse é um sentimento que fica no acadêmico de graduação, que fica ali muito restrito apenas ao TG, ao TCC, mas com as ligas você tem a possibilidade de fazer outras pesquisas, de estar aprimorando essa habilidade que é fazer ciência”, relata Ryan.
Protagonismo estudantil na UNITAU
A iniciativa da Universidade de Taubaté de lançar o livro “Ligas Acadêmicas UNITAU: História e transformação” é uma forte demonstração da valorização do protagonismo estudantil presente na instituição.
Para a Profa. Dra. Alexandra Magna Rodrigues, Pró-reitora Estudantil e coordenadora do projeto, o apoio institucional da UNITAU é fundamental para fomentar o envolvimento do meio acadêmico com as demandas da comunidade, o que beneficia a ampliação do acesso ao conhecimento e reforça a importância da extensão na formação.
“O apoio institucional, seja dentro da universidade, onde os alunos utilizam estrutura e os espaços da universidade para fazerem palestras, oficinas, e nas ações com a comunidade, em que ele se relaciona com a comunidade, também para fazer atividades extensionistas por meio das ligas. Tudo isso ajuda a complementar a formação do aluno, a formá-lo com mais qualidade, então as ligas têm um papel importantíssimo nesta divulgação do conhecimento, do protagonismo do aluno durante a formação.”
Ao dar voz a membros de ligas acadêmicas, a UNITAU não só permite documentar décadas de atividades, mas também celebra o papel dos universitários na integração do ensino, pesquisa e extensão como frente essencial para a formação integral, desafiando-os a desenvolver a habilidade de fazer ciência e aprofundar o senso de responsabilidade social.
“Ao incluir esses relatos, a gente chama a atenção para o protagonismo estudantil na universidade. Nossas ligas são entidades estudantis lideradas por alunos com a orientação sempre de um docente e ao convidar os alunos para fazer um registro como esse é importante também para que eles mesmo possam refletir sobre as ações que as ligas que eles estão desenvolvendo e pensar e repensar sobre essas ações na sociedade”, finaliza Profa. Alexandra.
Bia Alves
ACOM/UNITAU