Sophia Leonardi fará parte do grupo com acesso à Zona Azul, onde ocorrem as negociações oficiais, reuniões técnicas e eventos paralelos, e participará de um painel sobre protagonismo jovem na transformação dos sistemas alimentares.
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31/10/2025 17h16 ⋅ Atualizada em 28/04/2026 15h41
A estudante do 8º semestre de Agronomia, Sophia Leonardi, está de malas prontas rumo à Belém (PA), onde fará parte da delegação brasileira da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30 da UNFCCC), que acontecerá na capital paraense entre 10 e 20 de novembro.
Sophia é representante da Associação Internacional de Estudantes de Ciências Agrárias e Afins (IAAS Brasil) e foi selecionada a partir de um cadastro de interesse aberto pela organização da COP30. Ao lado dos demais delegados, terá acesso à Zona Azul, espaço sob responsabilidade da UNFCCC onde ocorrem as negociações oficiais, reuniões técnicas e eventos paralelos.
“A importância [da oportunidade] para mim é muito grande. Desde pequena eu sempre estive envolvida com essas questões e sempre quis fazer parte da mudança. É uma grande honra poder representar a minha cidade, minha região, as Associações das quais eu faço parte, e a Universidade de Taubaté, da qual eu me orgulho tanto. Isso representa um grande passo para mim”, celebra a estudante que, em julho deste ano, discursou em no congresso mundial da ONU para a alimentação e agricultura na Itália.
“Eu queria muito estar presente [na COP30], já que acompanho bastante sobre e dedico meu tempo em advocacy nessa área, então o ex presidente da IAAS nos orientou a enviar uma carta ao governo brasileiro e juntamente a isso eu fiz a inscrição na chama pública como, representante da Associação. No dia 22 de outubro, recebi a devolutiva de que tinha sido escolhida para compor a Delegação Brasileira e fiquei muito feliz com isso”, completa Sophia.
O processo para qual Sophia se candidatou selecionou representantes de organizações do setor privado e associações representativas de setores produtivos, bem como membros da sociedade civil - como organizações não-governamentais (ONGs), movimentos sociais, redes, coletivos, povos e comunidades tradicionais, entidades sindicais e instituições acadêmicas, grupo do qual Sophia faz parte por meio da Associação Internacional de Estudantes de Ciências Agrárias e Afins (IAAS Brasil). O processo considerou também representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos estados, municípios e do Distrito Federal.
Como parte da agenda na COP30, Sophia pretende acompanhar as negociações dentro da Zona Azul, além dos painéis e eventos, com o intuito de interagir com outros jovens e líderes. Ela também será painelista pela Brazil National Chapter, da World Food Fórum (WFF), no dia 19 de novembro, em um debate sobre o protagonismo jovem na transformação dos sistemas alimentares. Ela estará ao lado de representantes da Food and Agriculture Organization (FAO-ONU), Ministério das Mulheres, Parlamento Mundial da Juventude, Centro Brasileiro de Justiça Climática, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, entre outros.
“É uma excelente oportunidade para discutir ações de mitigação, diminuição dos efeitos das mudanças climáticas e como isso afeta a produção de alimentos, além de formas de produzir os alimentos mais sustentáveis, assim pretendo voltar para minha região com novas ideias e soluções”, comenta.
O protagonismo estudantil é inspirador para a jovem estudante, que enfatiza a participação dos jovens como a força motriz para mudanças significativas no presente e no futuro.
“Os estudantes são essenciais para essas discussões. São eles que estão antenados sobre as novas tecnologias e resolução dos problemas globais, além de possuir uma capacidade maior para criar novas soluções. São das Universidades e escolas que saem os estudos para benefício da população, na maior parte delas, sem conflitos de interesses”, pontua a aluna.
Agora, com as passagens garantidas e a bagagem cheia de expectativas, Sophia quer retornar de Belém com muitas histórias para contar e ainda mais inspiração para debater e criar soluções de impacto para a comunidade. “A expectativa está alta por aqui. Estou ansiosa para conhecer o Norte do país, as pessoas e a cultura. Espero realmente sair desse evento com esperança de um mundo melhor”, relata.
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ACOM/UNITAU