Egresso de Biologia e funcionário da UNITAU, Gustavo dos Santos foi o vencedor do Prêmio Sebastião Salgado | Foto: Leonardo Oliveira/ACOM-UNITAU

Funcionário, aluno e egresso da UNITAU são reconhecidos na primeira edição do Prêmio Sebastião Salgado

A premiação foi decidida em votação popular pelas redes sociais da Universidade e os vencedores receberam a honraria durante a cerimônia de abertura do XIV Cicted.

Link curto: https://unitau.me/3L3v6XM

23/10/2025 17h42 ⋅ Atualizada em 23/10/2025 18h13


Com mais de 800 votos válidos na publicação, a votação popular foi a última etapa do Prêmio de Fotografia Sebastião Salgado: Olhares da UNITAU sobre o Meio Ambiente que decidiu, entre os dez finalistas, os três primeiros colocados.

A imagem “Sustento”, de Gustavo Vitor dos Santos, ficou em 1º lugar. Já as fotografias “A Voz do Silêncio”, de João Pedro Galvão, e “Seca que Mata”, de João Vítor da Silva Rodrigues Marcelo, ficaram em 2º e 3º lugar, respectivamente. Os três vencedores receberam os prêmios durante a cerimônia de abertura do XIV Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted), na noite desta quarta-feira, 22 de outubro, no Auditório do Departamento de Ciências Jurídicas e Internacionais da UNITAU.

“Sustento”

Gustavo dos Santos é egresso da turma de 2021 do curso de Ciências Biológicas e, há três anos, retornou para a Universidade como funcionário. No Instituto Básico de Biociências, dedica seu tempo e amor pela profissão como laboratorista, auxiliando professores e alunos em pesquisas. A fotografia vencedora carrega uma memória: os tempos de Trabalho de Graduação. À época, ele uniu a paixão pela fotografia e pela Biologia em um estudo sobre a interação das abelhas e o manjericão, resultando no clique que, após a escolha pelo público, virou a marca da primeira edição do Prêmio Sebastião Salgado.

“Eu acredito que a fotografia tem, primeiramente, esse papel de tocar as pessoas pelo coração. Então, pelo sentimento que a pessoa tem ao ver e admirar aquela imagem de uma abelha, que tem uma importância muito grande no ecossistema, em relação à polinização e tudo que ela proporciona pra gente de produtos, como o mel, a cera, o pólen…”, comenta Gustavo.

“A gente pode falar o tempo todo sobre isso, mas eu acho que mostrar aquela beleza do inseto é o que vai fazer a pessoa se emocionar e sentir que tem algum tipo de papel na conservação” | Foto: Gustavo dos Santos/Arquivo Pessoal

 

“A Voz do Silêncio”

Faltando pouco até a formatura, João Pedro Galvão, aluno do 8º semestre do curso de Publicidade e Propaganda usou uma das fotos captadas durante a elaboração do Trabalho de Graduação para a inscrição no Prêmio e levou o segundo lugar. O estudo está em desenvolvimento e a imagem feita por ele foi fruto de uma imersão no Instituto Onça Pintada, no interior de Minas Gerais, para construir uma campanha institucional de sensibilização em prol da causa socioambiental.

“É muito gratificante saber que minha foto, de alguma maneira, sensibilizou as pessoas. Esse é o primeiro concurso que eu ganho e é muito especial porque eu sou da UNITAU, então eu tô muito feliz”, comenta.

“A voz do silêncio, que é o nome da minha fotografia, é no sentido de que a natureza não fala, mas a gente sabe que a voz dela é tão potente que a gente entende que a gente tem que preservar, tem que cuidar e tem que trazer essas questões socioambientais em pauta à tona nas redes sociais em todos os meios” | Foto: João Pedro Galvão/Arquivo Pessoal


“Seca que mata”

João Vitor Rodrigues é egresso da turma de 2019 do curso de Jornalismo e já trabalha com fotografia há alguns anos. Em uma das viagens a trabalho, visitando alguns Estados do Nordeste brasileiro para retratar o impacto da água na vida das pessoas, na divisa entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, ele encontrou a cena registrada pela fotografia que ficou com o terceiro lugar no prêmio.


“Eu acho que a fotografia tem o poder de transportar a gente pro lugar em que aquela foto foi tirada. Às vezes são lugares que estão muito longe da nossa realidade e, com a foto, a gente consegue ser transportado pra aquele lugar, nem que seja por um instante ali, enquanto a gente tá focado, observando”, comenta.

“[A fotografia promove] isso, de você se colocar um pouco no lugar [do outro], gera a empatia. Isso ajuda a gente a resolver muitos problemas que o mundo tem e essa falta de empatia que tem que ser combatida” | Foto: João Vitor Rodrigues/Arquivo Pessoal


Sobre o Prêmio Sebastião Salgado

Lançado durante a Semana do Meio Ambiente da UNITAU, promovido pelo Centro UNITAU Sustentável com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Tecnologia e Inovação (Fapeti), a primeira edição do Prêmio de Fotografia Sebastião Salgado: Olhares da UNITAU sobre o Meio Ambiente teve como principal objetivo envolver alunos de todas as idades, professores, funcionários e egressos da Universidade em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), estimulando diferentes perspectivas sobre questões ligadas ao meio ambiente, à sustentabilidade e às interações entre natureza e sociedade. Ao todo, foram quase 200 fotografias inscritas que retratam, de forma criativa e expressiva, uma diversidade de olhares sobre a beleza natural e também os principais enfrentamentos globais em relação ao clima e meio ambiente.

Após a avaliação das imagens inscritas, a comissão de jurados da primeira edição do Prêmio escolheram as dez melhores fotografias produzidas, gerando o ranking para votação popular, que ocorreu pelo Instagram da Universidade.

Confira o título e autoria das imagens finalistas:

“Lar doce lar”, por Beatriz Otoni Alves De Lima
“Sustento”, por Gustavo Vitor dos Santos
“Caça em pleno voo“, por Isabella Bilard Amorim
“A Voz do Silêncio”, por João Pedro Galvão
“Seca que Mata” e “Colheita de Resistência”, por João Vítor da Silva Rodrigues Marcelo
“irmã”, por Júlio Cesar Voltolini
“Primeiros passos”, por Leonardo Gomes da Silva Conversano
“Atacama - identidade por símbolos naturais”, por Matheus Agelune Pimenta de Paula
“VISITA NO JARDIM”, por Simone Gonçalves


Sebastião Salgado

O prêmio homenageia Sebastião Salgado, um dos maiores fotojornalistas e fotógrafos documentais do mundo, falecido em 2025. Com um legado de sensibilidade e crítica social, Salgado registrou a história contemporânea e a interação entre a humanidade e a natureza. Sua obra, que inclui dez livros, como o aclamado "Amazônia", de 2021, inspira a todos a enxergar o mundo sob uma nova perspectiva.

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