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17/06/2025 10h04 ⋅ Atualizada em 17/06/2025 11h55
Desde a infância, a saúde sempre esteve presente na vida de Daniela Bortman. Filha de médico e dentista, ela cresceu em um ambiente onde o cuidado com o outro, o autocuidado e o olhar atento à saúde eram parte da educação e da rotina familiar. Esse contexto inspirador tornou natural a escolha pela carreira médica — caminho que se concretizou no curso de Medicina na Universidade de Taubaté. Durante a graduação, Daniela viveu uma fase intensa e transformadora, marcada por amizades, aprendizados e um profundo sentimento de pertencimento. A UNITAU, como ela destaca, teve papel essencial na construção de quem ela se tornou, como pessoa e como profissional.
Durante o terceiro ano da graduação, no entanto, sua trajetória tomou um novo rumo. Um acidente de carro resultou em uma lesão medular e na perda dos movimentos. O impacto foi grande, mas não maior do que sua vontade de seguir na Medicina. Com resiliência e determinação, Daniela ressignificou seu caminho e encontrou forças para seguir adiante, adaptando sua atuação profissional às novas condições físicas.
Hoje, ela é especialista em Medicina do Trabalho e atua como chefe de Medicina e Saúde Ocupacional na Bayer, uma empresa global de ciências da vida, referência em saúde, inovação e impacto social. Ocupando uma posição de liderança em um grupo com atuação internacional, ela se sente realizada e grata pela trajetória que construiu. Sua história inspira pela coragem, pela competência e pelo propósito que carrega desde sempre: cuidar de vidas.
Sua jornada é tema do episódio 29 do programa (R)egresso, disponível no canal da Mais UNITAU Audiovisual no YouTube e no Spotify, Daniela conversa com a jornalista Jaíne Monteiro e com Giovana Crispim, estudante do terceiro semestre do curso de Medicina no campus de Taubaté, sobre sua trajetória pessoal, superação e as perspectivas da medicina do trabalho.
O bate-papo reforça a importância da formação acadêmica como base para alcançar diferentes caminhos profissionais, inspirando estudantes e egressos a explorarem suas potencialidades em diversas áreas do mercado.
Como foi a sua escolha pela Medicina?
Daniela Bortman: “Não teve um momento em que eu escolhi. Eu tenho a lembrança como se sempre soubesse que queria ser profissional da saúde, talvez porque meus pais sejam da área da saúde e eu tenha crescido nesse universo. Meu pai é médico, neurocirurgião, e isso influenciou muito. Minha mãe é dentista. Desde muito pequena, eu os acompanhava no trabalho, ia para a clínica deles depois da escola, cheguei a fazer visitas com meu pai no hospital, assisti a cirurgias dele, enfim... Desde que me entendo por gente, eu sabia que queria seguir nessa área. Um pouco mais velha, vendo meu pai atuar, eu achava incrível o fato de ele ajudar a melhorar a vida das pessoas por meio do cuidado com a saúde delas. Então, dentro do meu coração, sempre houve a certeza dessa vocação e de que essa era a profissão que eu ia seguir.”
Como você lida com a medicina quanto essa parte da inovação que tem na Bayer e tecnologia?
Daniela Bortman: “A Bayer é uma empresa que busca inovação a todo momento. É uma empresa que já nasceu há mais de um século, mas ela já nasceu através da inovação. E eu, particularmente, me conecto muito com o conceito de inovação porque eu sempre fui uma pessoa muito questionadora[...] Acho que eu fui obrigada a ter esse mindset de inovação quando eu perdi os movimentos, porque eu precisava provar para as pessoas que eu era capaz de fazer, mas de uma forma diferente da que elas esperavam que eu faria[…] Mas acho que o que me move para frente, o que não me faz desistir até hoje, mesmo quando ainda existem momentos difíceis, é justamente tentar ser mais fiel ao que eu penso, e não ao que os outros vão pensar. […] o que me faz seguir adiante, é entender que as minhas diferenças, as minhas individualidades, são potências. Não são fraquezas.
[…] Eu tive que fugir do lugar onde as pessoas queriam me encaixar, porque eu não queria estar onde elas achavam que eu deveria estar, o padrão. Eu tive que fazer justamente o oposto. E acho que foi isso que me salvou.[…] Quando eu comecei a ser fiel ao que eu queria, e não ao que o mundo dizia onde eu deveria estar, ou o que eu deveria querer, foi que, de fato, as coisas começaram a dar certo. […] Não tem atalho para a gente chegar onde a gente quer chegar. É comprometimento, é esforço, é disciplina. É sofrimento também."
Quais são as grandes tendências e possibilidades do avanço da Medicina?
Daniela Bortman: “A inteligência artificial já é uma realidade. A gente vai ter que aprender a incorporar a inteligência artificial nos nossos processos, sem perder a qualidade, sem perder a humanidade, que é o mais importante para o médico: essa capacidade de acolhimento, de empatia, de ajudar o outro, de tentar sentir pelo outro. Eu acho que esse é o grande desafio. Então, a tendência seria a inteligência artificial, e o desafio que ela traz é justamente garantir a qualidade técnica e manter aquilo que a gente tem de mais valioso, que é a nossa humanidade, que é o que nos diferencia.”
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Linda Uberti
ACOM/UNITAU
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