Renata Dahe celebra o período de "meio médica" com desafios e realizações na jornada acadêmica na UNITAU | Foto: Arquivo Pessoal/Renata Dahe

#SeuRolê: Renata Dahe realiza o sonho de infância e aproveita a jornada acadêmica no curso de Medicina no campus Caraguá

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11/06/2025 10h52 ⋅ Atualizada em 11/06/2025 11h06


É fim de maio, data em que Renata Dahe Ferraz celebra mais uma volta ao sol, quando ela chega ao Campus Caraguá para mais um dia repleto de atividades. Nem mesmo o próprio aniversário é motivo para um dia longe das tarefas que ela cumpre com paixão. E tem sido assim há seis semestres, desde que integrou a primeira turma do curso de Medicina do Campus Caraguá: agenda cheia, equilibrando todas as tarefas da graduação - que é sinônimo da realização de um sonho - com a função de esposa e mãe de três filhos de 23, 16 e 7 anos.


O projeto de cursar Medicina aos 18 anos não se concretizou naquele tempo, mas sim alguns anos depois, no momento certo. Foi então que Renata escolheu a UNITAU para trilhar esse caminho com o apoio de pessoas especiais para superar obstáculos de uma jornada múltipla. “A Medicina apareceu [na minha vida] com o nome UNITAU, que para mim já tinha um peso enorme, e me conquistou”, relembra a estudante, que tem a Fisioterapia como primeira formação. “É bem engrandecedor [realizar esse sonho], porque são muitos obstáculos. Hoje eu tenho família, eu tenho marido, eu tenho três filhos, então todos os dias é diferente. Às vezes eu vejo os meus amigos com mais tempo livre pra estudar e eu tenho que dividir esse tempo com os meus filhos, com a minha família, com as obrigações de mãe e de dona de casa”, comenta a universitária, que é observada com uma curiosidade estimulante pelos filhos. Em casa, no convívio familiar, ela ensina aos filhos sobre a área da saúde, mas também que os sonhos não têm prazo de validade. “Eles já entenderam que a mamãe será médica [...] Eu tenho muita força para enfrentar os obstáculos e desistir é uma coisa que não entra na minha cabeça”, enfatiza.


A jornada acadêmica de Renata leva apenas o nome dela, mas a conquista é coletiva. Ao lado da família, amigos e colegas de turma, ela recebe o apoio necessário para continuar realizando esse sonho | Foto: Arquivo Pessoal

Renata também é protagonista em diversos projetos, além de presidente na atual gestão do Diretório Acadêmico Stella Zöllner (DASZ), que representa os interesses dos demais alunos do curso. Conforme o curso avançou, Renata agarrou as oportunidades de coração aberto para colecionar aprendizados e boas memórias de um tempo que foi tão aguardado. “Logo que a gente chegou [no Campus Caraguá], por sermos a primeira turma, a gente sentiu a necessidade de fundar as Ligas Acadêmicas e eu tive o prazer de ser fundadora, junto com outros colegas, da Liga Acadêmica de Anatomia e Saúde. Então esse foi um grande marco, porque a Liga de Anatomia hoje é bem forte, tem muitos integrantes e ajuda os outros alunos em uma matéria muito difícil”, comenta a estudante, que nutre um carinho especial pela Pediatria graças às vivências enquanto era integrante da Liga Acadêmica de Pediatria. “E tem sido incrível [fazer parte do Diretório Acadêmico], porque eu estou conseguindo trazer o pessoal para junto do DA, para junto da Universidade, para entendermos juntos o que a Universidade tem para nos oferecer”, comenta.


Vivências

Renata relembra que, conforme os anos passaram, percebeu que a Universidade vai muito além das aulas, principalmente agora, com o início do ciclo clínico. Embora a prática seja extremamente importante para a formação médica, ela reconhece que as chances de contato com a comunidade enriquecem o currículo e a bagagem como cidadã desde o início do curso. “É a formação do médico completo, né? Porque não adianta você aprender a técnica, aprender a teoria e aí não saber aplicar ali na comunidade. Acho que quando a gente fala em extensão, principalmente, levar isso para o povo do Litoral Norte, levar os projetos, tem sido uma troca com eles. Levar a informação para o caiçara, levar informação para as escolas de Caraguatatuba… Tem a técnica e toda a teoria, mas também se aplicam com o olhar individual, um olhar para o ser humano, isso aí é o que a graduação hoje proporciona para a gente”, relata a estudante, que aguarda ansiosa e entusiasmada o momento de, finalmente, ter o diploma em mãos. Enquanto isso, já exercita a principal capacidade de um ser humano e de uma boa médica: a empatia.

“O que eu busco é ajudar pessoas, de corpo e alma. Porque, quando a gente olha para o indivíduo, não é só o corpo que você está vendo. Também tem bastante coisa ali, além do que se vê, que pode atrapalhar a saúde física. É isso que eu quero”, explica Renata, que incentiva: “Se a Medicina está no seu coração, continue. Se ela estiver só na sua cabeça, às vezes não é isso [que se deve fazer]. Mas se ela estiver no seu coração, vá até o fim”, recomenda.


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