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24/02/2025 09h28 ⋅ Atualizada em 28/04/2026 15h41
O projeto Rondon, do governo federal e que conta com a participação da Universidade de Taubaté (UNITAU), atuou em 24 cidades do sul de Minas Gerais durante as operações Sul de Minas I e II. Os rondonistas da UNITAU atuaram durante a primeira etapa em São José do Alegre, cidade de quatro mil habitantes, a 141km de Taubaté.
Eles foram responsáveis pela produção de diversas oficinas, atividades, palestras e workshops elaborados pelos alunos com supervisão dos professores. Um dos destaques entre as atividades foi a pintura da casa de um dos moradores locais.
A atividade foi realizada entre 25 e 27 de janeiro e foi organizada pela Profa. Esp. Ana Cristina Carvalho, do curso de Arquitetura da UNITAU. Para a pintura, os 20 rondonistas, com a ajuda da comunidade, produziram uma tinta especial, que utiliza a terra como base.
“Por mais que eu já tenha vivido diversas experiências extensionistas junto da comunidade, o Rondon acabou sendo muito fora da curva pra mim. E a experiência de ter ido nos mostra que tudo é sobre aprendizado, resiliência, e nos traz a oportunidade de viver muita coisa que nós conseguimos tirar da caixa quando pensamos num projeto de extensão. Viver isso foi essencial e excepcional”, conta a professora Ana Cristina.
A aluna do 10° semestre de Arquitetura, Maria Eduarda Delgado, relata que a experiência lhe ajudou a entender o quanto se pode impactar a vida de alguém por meio da moradia.
"Naquele momento, eu pude compreender o que era o Rondon, e o quanto aquilo não era sobre o que eu aprenderia da técnica, mas sim do quanto eu estava presente para aquelas pessoas, e que estar presente era o necessário”, diz.
A experiência do Projeto Rondon
Se a primeira etapa foi realizada em São José do Alegre, a segunda aconteceu no município de Estiva, com cerca de 11 mil habitantes.
Durante a segunda etapa da operação, estudantes da graduação e da pós-graduação tiveram como foco pautas no eixo da saúde, educação, justiça, cultura e direitos humanos.
Nos dez dias de operação, os rondonistas se dedicam a capacitar gestores, professores, monitores e agentes de saúde, com o objetivo de disseminar os conhecimentos adquiridos. O Projeto Rondon também oferece aos universitários a oportunidade de perceber a proximidade entre cursos e áreas de estudo com os quais normalmente não têm contato.
Para a Profa. Dra. Amanda Romão de Paiva, docente responsável pela operação, a experiência mais marcante durante a ação foi a oportunidade de promover e estar presente a uma rica integração, não apenas entre os diversos cursos envolvidos, mas também entre os membros do corpo docente.
“Foi mais uma oportunidade de ver o amadurecimento dos alunos que participaram, principalmente na extensão. Ver eles sentindo a extensão na prática, quando a gente misturou diversos cursos. Isso foi muito mais impactante para mim, presenciar a desenvoltura dos participantes perante essas adversidades de diferentes cursos”, ressalta.
Com a presença de universitários e docentes das áreas da saúde e da educação, o município foi beneficiado por palestras que abordaram temas como saúde mental nas escolas, a aplicação correta dos primeiros socorros em emergências com crianças e a importância de práticas que auxiliam na inclusão escolar de pessoas com deficiências e neurodivergentes.
Um contato que traz benefícios para a comunidade e também para os rondonistas. Essa transformação aconteceu com a aluna Maitê Tosetto de Almeida, que cursa o 5º semestre de Pedagogia.
“A participação na Operação Sul de Minas II se tornou um marco na minha vida, tanto no âmbito profissional, quanto no âmbito pessoal. O contato com as crianças nos bairros em que visitamos me marcou demais. Eu sinto que, depois de ter visto a necessidade das crianças daquelas escolas, me fez refletir em como nós, profissionais da educação, devemos ser cada vez mais incisivos no sentido de que é necessário um olhar humano e amoroso”, conta a aluna.
Gabriel Salles | Bia Alves
ACOM/UNITAU