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05/09/2024 09h42 ⋅ Atualizada em 28/04/2026 15h41
“Esperança por acreditar que o mundo pode ser melhor do que ele é hoje". Foi assim que a universitária Larissa Garcia Pereira, do 10° semestre do curso de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU), definiu o impacto do Projeto Rondon sobre a maneira de ver o mundo. “Viver aquela realidade das pessoas é totalmente diferente de ler ou ouvir sobre”, relata a rondonista.
Em 2024, a UNITAU participou de 2 operações Nacionais do Projeto Rondon, além de uma edição Regional, ação em comemoração aos 50 anos da Universidade. O Rondon é uma iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Defesa, com o objetivo de promover um intercâmbio de saberes entre os universitários e as comunidades do interior do país, com ações de cidadania nos eixos de saúde, educação, lazer, bem-estar e comunicação.
Cada operação nacional contou com a participação de 24 Instituições de Ensino Superior, com duas IES por município. A UNITAU foi a única Instituição do Vale do Paraíba que levou rondonistas para as operações.
Larissa foi uma dos oito universitários (as) selecionados para participar da Operação Velho Chico, em Pernambuco. O grupo ficou 20 dias na cidade de Afrânio. “A família que criamos, durante os dias, foi o que fez com que a operação fosse única [...] Estávamos todos na mesma situação e passando pelas mesmas experiências únicas. Criamos uma conexão que levaremos para a vida”, relata a aluna.
Para Larissa o maior aprendizado que adquiriu, por meio da experiência, é fazer o melhor possível para transformar a vida das pessoas. “Às vezes, a pessoa não quer um remédio, ela só quer o ser humano como ela, pra conversar e ter um consolo [...] Às vezes a doença dela não tem cura, mas você poder dar um apoio emocional, não tem preço”, destaca a universitária.
Emocionada, a rondonista relembra um dia que ficará para sempre na memória. “Fizemos uma apresentação na qual falamos sobre sonhos e a importância de nunca desistir. Logo depois, a comunidade veio conversar sobre como tinha sido importante a gente falar dos nossos desafios. Eles começaram a contar sobre os desafios que eles passam [...] Foi uma troca que a gente não esperava ter”, lembra Larissa.

Você já sentiu uma sensação de eternidade, como se algo não tivesse limites nem barreiras? A Universitária Isabela Rodrigues dos Santos do 8° semestre do curso de Jornalismo, já! Isabela teve a oportunidade de ficar imersa na Floresta Amazônica. “Apagamos todas as luzes do alojamento, juntamos toda a equipe do lado de fora e ficamos vendo o céu estrelado. Foi muito bonito e marcante”, relembra a rondonista
Isabela foi uma dos selecionados para participar da operação Sentinelas Avançadas 2. O grupo permaneceu na cidade de Machadinho D’Oeste, em Rondônia. A universitária ficou sabendo da oportunidade quando estagiou na Pró-Reitoria de extensão da Universidade de Taubaté (UNITAU) e não perdeu tempo.
“Eu voltei de lá uma pessoa completamente diferente, a minha visão como cidadã e jornalista mudou, devemos olhar para essa população e dar voz a essas pessoas”, comenta a rondonista. Isabela ainda enfatiza que o Rondon tornou a jornada acadêmica única.
Além de ter troca de conhecimentos com a comunidade, a rondonista teve a oportunidade de utilizar os conhecimentos adquiridos durante o curso. Isabela produziu uma pauta sobre o projeto, que foi postada no site do Governo Federal.
“Nem nos meus melhores sonhos imaginaria isso, foi um grande feito pra mim e pra Universidade como um todo, ter o meu nome lá na página do Governo Federal”, destaca a universitária
Clique aqui para ler o texto produzido pela Isabela.

Em comemoração aos 50 anos da UNITAU, 15 universitários (as) dos cursos de graduação presencial e mais cinco mestrandos e doutorandos dos cursos de pós-graduação, puderam se inscrever para a primeira edição do Rondon Regional, com ações na cidade de Lagoinha.
A mestranda de Desenvolvimento Humano Mariana Castro teve a oportunidade de participar dessa experiência única. “Uma das coisas mais importantes do projeto é sair dos muros da Universidade [...] porque é muito fácil a gente ficar só no livro, mas essa troca com a comunidade não aprendemos dentro das salas de aula”, avalia a rondonista.
Julia Boawa, universitária do 4° semestre do curso de Biomedicina também esteve presente no Rondon Regional. “Com o Rondon tive a oportunidade de me tornar uma profissional melhor e colocar em prática os ensinamentos que aprendi na Universidade”. A aluna ainda completa que conseguiu desenvolver a empatia e a escuta ativa durante a experiência.
Profa. Dra. Amanda Paiva, coordenadora do Projeto Rondon na UNITAU, considera o projeto de extrema importância para a jornada pessoal e profissional dos universitários. “Ter essa troca de aprendizados que ultrapassa os muros da Universidade é o diferencial. O projeto tem um significado muito grande para os alunos e para a comunidade”, avalia a educadora.
A primeira operação do Rondon Regional em Lagoinha prestou atendimento para 773 pessoas.
50 anos, UNITAU na sua vida.
Amanda Ávila
ACOM/UNITAU