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08/05/2024 09h56 ⋅ Atualizada em 15/11/2024 11h50
Um trabalho de quase 30 anos dedicados à pesquisa. Um saldo de nove espécies animais descobertas em parceria com outros pesquisadores do país. Duas delas batizadas em homenagem ao cientista. Essas e outras curiosidades são destaques do segundo episódio da série “Pesquisas e Projetos que fizeram história”, da Universidade de Taubaté (UNITAU), que traz como personagem o Prof. Dr. Itamar Alves Martins.
Docente do Departamento de Biologia da UNITAU e doutor em zoologia, professor Itamar desenvolve pesquisas com anfíbios anuros e peixes. Desde quando iniciou a carreira na Universidade, o foco era trabalhar na Serra da Mantiqueira e, para surpresa dele, pouco se sabia sobre esses animais aqui na região.
“Tive que começar os estudos do zero. Os anfíbios têm uma importância ecológica muito grande e a região tem uma diversidade enorme deles. Então, encontrei um campo muito vasto de estudos aqui na Universidade”, conta o pesquisador.
Em quase três décadas de trabalho, professor Itamar acumulou grande volume de dados coletados em campo que embasaram não só os estudos dele, mas de outros pesquisadores do país. Sempre generoso com os colegas de ciência, o compartilhamento de informações rendeu boas surpresas.
“Uma colega precisou de um material que temos aqui no laboratório de zoologia da Universidade e cedi para ela. Inclusive, com bancos de dados que eu tinha. E para minha surpresa, ela batizou uma espécie com meu nome, Proceratophrys itamari. Dois anos depois, outra surpresa. Um ex-aluno nosso, especialista em peixes, o Dalton Nielsen, publicou uma espécie e batizou com meu nome também”, conta o professor que é responsável, com outros cientistas, pela descoberta de quatro espécies animais da região e outras cinco do cerrado (Mato Grosso).
A paixão pelos estudos envolvendo anfíbios também é reflexo da preocupação do pesquisador com a conservação ambiental. O professor explica que o sapo que recebe o nome dele, por exemplo, só ocorre na região da Serra da Mantiqueira, em áreas de mata com riachos. Quando desmatadas essas áreas, os animais desaparecem. Devido à sensibilidade da pele, os anfíbios também sofrem com a elevação das temperaturas em decorrência das mudanças climáticas. Eles podem desidratar, morrer e gerar extinção de outras espécies em cadeia.
“Por meio dos estudos de anfíbios, a gente consegue fornecer informações de áreas prioritárias para conservação ambiental. Eu tenho trabalhado muito dentro de parques estaduais aqui do estado de São Paulo. Os nossos dados de pesquisa são usados nos planos de manejo dessas áreas para conservação ambiental”, explica.
Para assistir ao episódio completo da série acesse: unitau.me/fizeram-historia-02
Pesquisas e projetos que fizeram história
Em cinco décadas de existência, a Universidade de Taubaté desenvolveu centenas de pesquisas e projetos que possibilitaram a efetivação da missão: “Oferecer educação de qualidade articulada às práticas de extensão e de pesquisa para formar profissionais aptos a gerar transformação para o desenvolvimento social.”
Em comemoração aos 50 anos, que serão completados em dezembro de 2024, a UNITAU lançou a série “Pesquisas e Projetos que fizeram história”, que resgata estudos e iniciativas que tiveram grande impacto na vida da comunidade e que voltam à cena por meio dos relatos de professores, alunos egressos e outros personagens que participaram ativamente dessa transformação social.
ACOM/UNITAU