Mês de março dá visibilidade à prevenção ao câncer colorretal (Foto: Letícia Botan/ACOM UNITAU)

Março Azul Escuro: prevenção e conscientização ao câncer colorretal

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01/03/2024 09h23 ⋅ Atualizada em 01/03/2024 09h41

Saúde, Medicina

 

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de cólon e reto ou câncer intestinal, é uma doença caracterizada pelas mudanças no funcionamento do intestino, como a constipação, cólicas e dores abdominais, mudanças na aparência das fezes, anemia e fadiga. Com mais de 150 mil casos por ano no Brasil, é considerada uma enfermidade comum entre os brasileiros. O mês de março foi escolhido para dar visibilidade e trazer informações sobre esse tipo de câncer.

No Brasil, o câncer colorretal só fica atrás em taxa de incidência para o câncer de próstata nos homens e para o câncer de mama nas mulheres. Portanto, é um tumor com grande número de casos e que tem aumentado. Dessa maneira, é necessário que os modos de prevenção, os cuidados e informações sejam compartilhados.

Procurar conhecer o histórico familiar de casos de doenças nesse órgão, estar atento aos hábitos intestinais, indo ao banheiro de uma forma regular com fezes de consistência normal, são algumas maneiras de prevenção à doença. Além disso, manter uma dieta balanceada com ingestão de frutas, de verduras e de legumes são formas de conservar o intestino, visto que os alimentos processados ricos em açúcar não contribuem para o bom funcionamento intestinal.

O Prof. Dr. Flávio Luiz Lima Salgado, que atua como professor do curso de Medicina UNITAU e como médico oncologista, comenta sobre o tratamento deste tipo de câncer. “É um tumor extremamente frequente e quando descoberto no início, é facilmente curável. Agora, quando o tumor adquire um grande tamanho, perturbando o fluxo intestinal ou dando sinais de que ele já extrapolou o intestino e está consumindo o paciente, caindo seu estado geral de saúde, aí geralmente o tratamento se torna mais difícil”.

Após o diagnóstico, caso a lesão seja pequena, o tratamento pode ser feito por via endoanal ou pela colonoscopia. Se a lesão for maior, consequentemente o tratamento também é maior, com uma cirurgia. Dependendo da extensão da doença, quando  atinge outros órgãos, como o fígado, pulmão ou ossos, a quimioterapia se faz necessária.

“Do ponto de vista do diagnóstico, é tentar facilitar a realização da colonoscopia, que não é um exame fácil de ser feito. Mas, é um exame, para um brasileiro assintomático, se ele puder fazer esse exame depois dos 50 anos, seria interessante, mesmo que ele não tenha nada, como um exame preventivo” destaca o Prof. Flávio sobre a importância do exame de colonoscopia para um diagnóstico precoce.

Atendimentos da Liga de Oncologia

Neste sábado (2), a Liga de Oncologia da UNITAU fará atendimentos para a população de Lagoinha. A campanha visa orientar sobre a prevenção de diferentes tipos de câncer. Após os atendimentos em Lagoinha, a Liga de Oncologia visita São Luiz do Paraitinga no dia 6 de abril e a cidade de Lorena no dia 18 de maio

Letícia Botan

ACOM/UNITAU