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11/10/2023 15h52 ⋅ Atualizada em 13/11/2024 11h48
Vocação. Essa foi a primeira palavra que Rogério Correia Gomes, do 8º semestre do curso de Enfermagem, respondeu ao explicar sobre a sua motivação para atender aos peregrinos durante a Operação Padroeira. “Você tem que se doar aos peregrinos. Como eu já fiz [a peregrinação], a gente sente a diferença de ter um apoio e não ter um apoio. Então nós fazemos muita diferença para eles e eles nos agradecem muito”, comenta o universitário que, antes disso, dedicou-se por mais de 20 anos como técnico de enfermagem. “O curso me agregou muitas coisas, principalmente a empatia em várias situações. Aqui, por exemplo, a gente não faz só curativo, a gente se coloca no lugar da pessoa, a gente chora e ri junto com ela”, conta o formando ao relembrar os momentos de troca com aqueles que passaram pela tenda durante a ação em busca de apoio moral e físico para seguir em caminhada rumo à Aparecida.

Rogério integra a equipe de 70 universitários e professores que formam a Operação Padroeira, que faz parte do programa “UNITAU na sua vida”, realizado pela Pró-reitoria de Extensão (PREX). Divididos em grupos, os cursos da área da saúde estão representados em duas tendas, uma às margens do Km 110 da Rodovia Presidente Dutra, no sentido Rio de Janeiro, e a outra no Km 113, no sentido São Paulo. Durante a Operação, do dia 7 ao dia 11 de outubro, cerca de 35 mil atendimentos devem ser prestados por universitários e professores com massagens, curativos e os tratamentos necessários para que os peregrinos pudessem seguir viagem com mais conforto e saúde.
Mais do que apenas os cuidados físicos, os voluntários e voluntárias garantem que uma boa conversa também pode ajudar as pessoas a concluírem a jornada. Quem passou pela tenda da Operação Padroeira encontrou a dedicação e o acolhimento da universitária Amanda Santos, que faz questão de saber mais do que apenas o nome dos pacientes, já que a sua própria história se cruzou com tantas outras graças à Fisioterapia. Quando era mais nova, por conta de um problema de saúde do pai, ela passou a admirar a profissão e hoje, a um passo do tão sonhado diploma, ela faz questão de tratar seus pacientes com a mesma excelência. “É uma alegria. A gente recebe muitas pessoas e todas são tão gratas pelo cuidado. Receber o sorriso do pessoal é muito gratificante”, conta a universitária. “É maravilhoso ter contato com os pacientes, saber lidar com o público é uma oportunidade maravilhosa que a UNITAU proporciona para nós, universitários. São pessoas diferentes, com dores diferentes, e a gente precisa entender para poder ajudar aquela pessoa no que ela precisa para que ela possa continuar melhor a viagem. É muito enriquecedor”, pontua a formanda, que considera a atividade prática com a comunidade como um dos maiores benefícios para a sua formação acadêmica, profissional e humana.

Profa. Amanda Paiva, coordenadora da Operação Padroeira, conta que a experiência neste tipo de extensão universitária faz com que os estudantes saiam de suas 'bolhas' e aprimorem o seu olhar técnico e humano. "Não é só o curativo, é a palavra amiga. Os universitários estão se transformando, o que é muito bonito [de presenciar]", observa a professora, que enfatiza a troca de ideias não só com os peregrinos, mas com colegas de outros cursos, em um ambiente completamente fora do habitual. "Eles aprendem a estipular um plano A, B, C [para atendimentos]. As vezes eles querem usar um equipamento e não é possível nessas condições, então eles precisam adequar com algo que está ao alcance ou até mesmo com alguma outra alternativa que eles aprendem na troca entre colegas de curso", comenta. "Apesar do cansaço físico, a mente está feliz. (...) Todos os peregrinos que passam pelo atendimento agradecem e parabenizam os alunos pela dedicação", comenta a professora.
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