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21/07/2023 17h44 ⋅ Atualizada em 28/04/2026 15h41
O lixo que você produz diariamente, mesmo que faça reciclagem; o seu deslocamento até a escola, universidade ou trabalho; a produção dos materiais que utiliza nas atividades diárias, sejam elas relacionadas ao estudo ou profissionais; tudo isso gera um impacto no meio ambiente. E o que você faz para minimizar esses efeitos?
Orientada pelo pilar da Responsabilidade Socioambiental, presente no Plano de Gestão para o quadriênio 2022-2026, da Reitora Profa.Dra. Nara Lucia Perondi Fortes, que acaba de completar um ano do segundo mandato, a Universidade de Taubaté (UNITAU) criou um protocolo de compensação de carbono que agora é aplicado em todos os eventos da Instituição.
No último Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), alunos do Ensino Fundamental da Escola de Aplicação Doutor Alfredo José Balbi colocaram a mão na terra e participaram do plantio de uma muda de árvore nativa dentro da escola. A ação fez parte desse processo de compensação pelo impacto ambiental gerado pela Universidade durante o Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted) realizado em 2022.
O protocolo iniciado em junho é uma iniciativa do Centro UNITAU Sustentável (CEUS), que fez o cálculo das emissões de gás carbônico geradas durante o Congresso e concluiu que foi necessário o plantio de 43 mudas de árvores nativas para neutralizar os impactos do evento no ano passado. Parte das mudas foi doada, durante uma edição especial do UNITAU na sua vida em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, para que a comunidade fizesse o plantio. Uma forma que a Universidade encontrou de também conscientizar a população sobre o assunto.
Segundo o Prof. Dr. Paulo Fortes, coordenador do CEUS, no último ano, a Universidade intensificou, por meio do Centro, as ações de alinhamento das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Nossos diretores de departamento, coordenadores de cursos e professores estão orientados a inserir os ODSs no Plano Pedagógico. Nesta edição do Programa de Formação Continuada (Profoco), que acontece agora em julho, vamos reforçar isso. A ideia é que o professor, durante a aula, relacione o conteúdo com esses Objetivos e mostre para o aluno a aderência daquela disciplina com as metas. É um meio de exercitar os conceitos em sala de aula e mostrar a aplicação dos ODSs na prática”, explica o coordenador do CEUS.
Outra iniciativa para inserir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na rotina da Universidade, mas desta vez com foco no funcionário, é o projeto piloto que será implantado no Departamento de Gestão e Negócios (GEN), na Reitoria e também na Escola de Aplicação Doutor Alfredo José Balbi.
“Vamos estimular atitudes sustentáveis que promovam a economia de energia, a reciclagem de lixo e fazer comparativos, de um mês para o outro, para mostrar o resultado da campanha e como está a evolução desses indicadores. Assim, os servidores técnico-administrativos também poderão entender, na prática, a aplicação desses conceitos de sustentabilidade presentes nos ODS”, afirma o professor Paulo Fortes.
Debater e criar soluções em conjunto com representantes da comunidade acadêmica - professores, alunos e funcionários. Esse é o objetivo da Comissão de Diversidade e Inclusão da Universidade de Taubaté, ligada à Pró-reitoria Estudantil, que iniciou as atividades no fim de 2022.
“A comissão foi criada devido ao aumento de alunos com deficiência na Universidade e a ampliação das demandas deles em relação à acessibilidade, não apenas física, mas também pedagógica, comunicacional e atitudinal”, afirma a professora Dra. Roseli Albino dos Santos, presidente da Comissão.
No primeiro semestre deste ano, segundo a presidente, os membros do grupo fizeram uma série de visitas às Unidades de Ensino para conhecer as estruturas físicas, verificar as necessidades de acessibilidade, conversar com alunos, coordenadores e diretores das diversas áreas.
“Também elaboramos um questionário que será enviado aos Departamentos, para que a gente faça um diagnóstico das reais demandas de acessibilidade e de inclusão. A ideia é que possamos iniciar a construção de ações fundamentais que atendam as especificidades, necessidades e prioridades dessa população”, explica a presidente.
Em menos de um ano de ação da Comissão, a Universidade já celebra conquistas importantes, entre elas a reforma do elevador do Bom Conselho e a instalação da plataforma na Clínica de Fisioterapia, além da aquisição de equipamentos para o Departamento de Ciências Jurídicas e de Ciências Sociais, Letras e Pedagogia.
Outro avanço do último ano de gestão foi a criação do Protocolo de acessibilidade para eventos acadêmicos, também implantado no Cicted de 2022. A presidente do Congresso, Profa. Dra. Juliana Bussolotti conta que o documento nasceu depois de um estudo que incluiu visitas aos espaços físicos onde a programação do evento foi realizada.
“A gente fez um trabalho com a Comissão de Acessibilidade da Universidade, professores do Mestrado Profissional de Educação, alunos e integrantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Com Deficiência de Taubaté. Fizemos testes de acessibilidade nos espaços físicos, promovemos discussões, e assim nasceu o Protocolo de acessibilidade”, conta.
A presidente do Cicted afirma que um dos objetivos da iniciativa era trabalhar o comportamento acessível. Por isso, o evento contou com intérpretes de libras, promoveu a formação de monitores para receberem pessoas com deficiência e para olharem com cuidado para essa situação. “E todas essas ações serão reproduzidas no Cicted de 2023”.
ACOM/UNITAU