Bate-papo no curso de Biologia aborda poder de transformação dos biólogos

20/05/2022

UNITAU, Graduação, Meio Ambiente, Bate papo, Biologia

Os alunos do curso de Ciências Biológicas da Universidade de Taubaté (UNITAU) receberam três titulares de pastas relacionadas ao Meio Ambiente no Vale do Paraíba para um debate na disciplina Biologia da Conservação. O foco da conversa foram as possibilidades profissionais na administração pública para o biólogo.

Para o bate papo, compareceram Marcelo Manara, secretário de Urbanismo e Sustentabilidade de São José dos Campos; Magali Neves Rodrigues, secretária de Meio Ambiente e Bem-estar Animal de Taubaté; e Maria Eduarda San Martín, secretária de Meio Ambiente de Pindamonhangaba. De acordo com o Prof. Dr. Julio Cesar Voltolini, docente da disciplina, os três municípios foram escolhidos devido às diferenças de orçamento e demandas, para ampliar o debate com os alunos. Durante a conversa, foram abordados os projetos desenvolvidos pelos secretários e a rotina de trabalho de cada um. 

“Esse tipo de encontro é muito legal para poder conversar com os alunos e mostrar não só como funciona uma secretaria, mas também mostrar as oportunidades de trabalho profissional e as várias oportunidades que a profissão oferece para melhorar o mundo”, ressalta o secretário Marcelo Manara.

Para a secretária Maria Eduarda San Martín, o encontro é importante para os alunos entenderem o papel do poder público nos projetos ambientais. "A gente espera que todos eles possam entender as dificuldades e os obstáculos que os municípios têm,  a potência que temos de mudar a vida das pessoas e o ambiente em que vivemos, além do poder de transformação que temos trabalhando no poder público”, aponta. 

A visita dos secretários, egressos da UNITAU, mostrou aos alunos possíveis caminhos a serem seguidos após a formação e como é a rotina profissional para quem quer seguir na área ambiental. “Um dos objetivos desse evento foi falar sobre o mercado de trabalho para o biólogo. Em uma conversa como esta, o aluno pode saber que tipo de serviço ele pode exercer depois da graduação. Notamos aproximadamente 20 áreas de trabalhos para biólogos, na nossa região”, pontua o Prof. Voltolini. 

Para a aluna Júlia Oliveira, do 7º período do curso, o encontro foi uma ótima oportunidade para ela ter certeza da área que quer seguir. “Foi muito importante conhecer o dia a dia deles e saber o que posso fazer depois da faculdade, porque é uma área que eu quero seguir”, afirma a estudante.

O Prof. Voltolini conta que essas rodas de conversa fazem parte da rotina da Biologia da Conservação, em complemento ao conteúdo. “Nessa disciplina, eu ensino toda parte teórica e prática da conservação de espécies e biomas ameaçados e sempre trazemos convidados para falar da prática da conservação”, explica o professor. A matéria tem o objetivo de compreender os impactos das ações humanas sobre o meio ambiente e propor ações práticas de preservação. 

A parte prática na Biologia da Conservação é extremamente importante, por isso, o Prof. Voltolini incentiva práticas de pesquisa e extensionistas. “Nas unidades de conservação, como o Parque Natural Municipal do Trabiju, em Pindamonhangaba, e o Parque Natural Municipal Vale do Itaim, em Taubaté, nossos alunos fazem aulas práticas, projetos de pesquisa e levam crianças para fazer atividades de iniciação científica”, explica o professor. 

No Parque do Vale do Itaim, o trabalho vai mais além e ajuda a prefeitura na preservação do parque. “Esse projeto de extensão tem como objetivo auxiliar a prefeitura a organizar a unidade de conservação com conhecimentos técnicos. Além disso, levamos escolas ao entorno do parque para fazer atividades de iniciação científica e assim ensinar conhecimentos biológicos e educação ambiental”, finaliza o docente.

Pedro Boaventura

ACOM/UNITAU