Uso livre de máscaras reforça necessidade de cuidados com a saúde

24/03/2022

Máscara, covid, Saúde

O governador de São Paulo, João Doria, decretou na última quinta-feira (17) a flexibilização do uso de máscaras em locais fechados. A obrigatoriedade foi mantida apenas no transporte público e nos respectivos locais de acesso e em unidades de saúde.

Durante a pandemia, a proteção da máscara e a atenção apurada com a higiene diminuíram o contágio de doenças e se mostraram eficientes inclusive na prevenção além da Covid-19. Por isso, apesar do decreto, a possibilidade da escolha deve ser ponderada, como afirma a Profa. Dra. Stella Zöllner, do Departamento de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU). “Não é porque houve uma liberação do uso de máscaras que as pessoas são obrigadas a deixar de usá-las”.

O uso livre das máscaras foi decretado na semana anterior ao início do outono, período em que doenças oportunistas, como a gripe, se proliferam com mais intensidade. “A dispersão de poluentes nesse período é maior por conta da maior densidade do ar, deixando irritadas as mucosas do organismo e fazendo com que os patógenos agridam com maior facilidade”, explica a médica.

Com a chegada do outono, a tendência é que as temperaturas caiam. Para se proteger do frio, as pessoas costumam fechar os ambientes, o que não é recomendada pela especialista. “A pandemia trouxe o ensinamento de que manter os espaços ventilados é fundamental para evitar a circulação de doenças”, acrescenta.

Para manter a segurança, mesmo sem a máscara, alguns hábitos adquiridos e reforçados na pandemia continuam sendo essenciais. “É interessante manter a lavagem de mãos frequente, o uso do álcool em gel, a ventilação dos ambientes, evitar aglomerações desnecessárias”, cita a professora. Além da higiene pessoal, ela indica a higienização de alimentos, a vacinação, a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação unida à hidratação.

Unida aos cuidados a professora recomenda a vacinação. “Não desleixar as vacinas que são próprias dessa fase, como a de Influenza. A gripe é uma doença grave que, gradualmente, pode complicar, pode levar a uma série de situações severas”, reforça. Segundo ela, prevenir é o melhor remédio. E como fazer isso? “A prevenção geral é sempre a prevenção dos bons hábitos”, finaliza.

Mariana Capibaribe

ACOM/UNITAU