Aulas de inovação tecnológica estimulam empreendedorismo

07/12/2021

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Desde o início da jornada acadêmica, alunos da Universidade de Taubaté (UNITAU) são incentivados ao empreendedorismo e a buscar seu próprio lugar no mercado de trabalho. O fomento da educação empreendedora, inclusive, rendeu à Universidade duas premiações em novembro deste ano durante evento da Federação paulista de empresas juniores (Fejesp).

A temática do empreendedorismo está, por exemplo, nas aulas de inovação tecnológica para a engenharia. Os alunos do primeiro semestre de Engenharia de Produção Mecânica recebem informações sobre os processos que envolvem a propriedade industrial.

Em uma das aulas, o Prof. Dr. Paulo Cesar Quintairos explicou como funciona o Instituto nacional da propriedade industrial (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia responsável pelo aperfeiçoamento, disseminação e gestão do sistema brasileiro de concessão e pela garantia de direitos de propriedade intelectual para a indústria. “Costumo mostrar aos alunos que muitos engenheiros começam a carreira com invenções e inovações fazendo com que, com isso, eles possam construir empresas ou fabricar novidades na empresa em que já trabalham”.

Com uma grade curricular preocupada em atender às necessidades do mercado de trabalho, os alunos têm, durante o curso, disciplinas que atendam às competências de atuação nas áreas da mecânica aplicada, termodinâmica aplicada, fenômenos de transporte e tecnologia mecânica. Além disso, os estudantes também se preocupam em aprender como registrar suas próprias criações, podendo trazer inovações para o mercado.

“Penso que é um momento importante para dar essa visão de empreendedorismo aos alunos de Engenharia, uma coisa que pode ser rentável e pode dar a eles independência na carreira. Ao invés de fazer cursos da área tecnológica simplesmente para buscar empregos em grandes empresas, eles também podem ter como foco criar o próprio negócio”, reforça o professor.

Em alguns casos, o aprendizado gera frutos imediatos. Exemplo disto é Hiago Crystyan Santos Nascimento, aluno do primeiro semestre de Engenharia Civil. Ele trabalha com serviços de climatização há dois anos e decidiu, após as aulas, registrar a sua marca.

“O professor Paulo tocou muito nessa tecla do registro de marcas, patentes. Eu tinha algumas informações sobre isso, mas não sabia que a gente mesmo poderia fazer o pedido de registro. Fui juntando as informações e acabei registrando a minha própria marca. Está em processo de liberação. No decorrer desse tempo, outras empresas já entraram em contato comigo. Como estou no mercado há mais tempo, tenho a preferência do registro”, afirma Hiago.

O estudante destaca os benefícios que o registro da marca traz para a visibilidade do negócio. Entre eles, por exemplo, estão a garantia de uso exclusivo, a possibilidade de licenciamento por meio do pagamento de royalties, ou mesmo a criação de uma franquia, além da criação de diferenciais competitivos.

“Não sabia o quanto é importante. Ao registrar a sua marca, isso faz toda a diferença no seu negócio. Outras pessoas não podem entrar com a marca no mercado, posso ceder o direito do nome mediante pagamento”, complementa.

 

Giovana Vasconcelos

ACOM/UNITAU