Especialista reforça necessidade de vacinação para prevenção de doenças

09/06/2021

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Imunização é a maneira de oferecer defesa ao organismo contra doenças. O Brasil comemora, em 9 de junho, o Dia Nacional da Imunização com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de se manter o calendário de vacinação em dia.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil foi criado em 18 de setembro de 1973. É um dos maiores programas de vacinação do mundo, com reconhecimento internacional. O Brasil é um dos países que oferece o maior número de vacinas, de forma gratuita, à população. São 15 vacinas para crianças, nove para os adolescentes e cinco para os adultos e idosos.

O Prof. Me. Ricardo Marcitelli, que integra o corpo docente da Universidade de Taubaté (UNITAU), explica sobre a importância da imunização e em como ela se divide.

A chamada imunização ativa é aquela oferecida por meio de vacinas, microrganismos previamente conhecidos, injetados no corpo e que estimulam o sistema de defesa a formar uma memória. Com um processo ativo, o corpo reconhece essa substância, impulsionando a produção de anticorpos (proteínas que são produzidas pelo sistema de defesa humoral).

A imunização passiva é aquela que é oferecida por soroterapias, são obtidos anticorpos resultantes de uma estimulação prévia. Esses anticorpos são oferecidos prontamente ao paciente.

“A imunização é um bem maior, universal. Por meio de pesquisas científicas, foram identificados e isolados os principais agentes causadores de doenças, que foram manipulados por um processo industrial e eles são oferecidos para garantir a saúde do indivíduo. À medida que existe uma grande quantidade de pessoas imunizadas, existe o bloqueio desses agentes nocivos”, esclarece o professor.

O professor ainda explica sobre a importância de se manter a vacinação em andamento. O PNI do Ministério da Saúde oferece a capacidade de proteção contra os principais agentes.  “O Brasil tem um dos melhores programas de imunização do mundo. É preciso respeitar o calendário vacinal do Ministério da Saúde. Os médicos com área de atuação na saúde pública, saúde coletiva e infectologia identificam a necessidade de se administrar essas vacinas em diferentes calendários vacinais (crianças, adultos, gestantes, idosos) e, com isso, os grupos passam a ser protegidos pelas principais doenças que circulam no seu país e em sua faixa etária”, pontua.

Altas taxas de cobertura vacinal e a constante vigilância das autoridades de saúde são fundamentais para reduzir os riscos de epidemias.

Linda Uberti
ACOM/UNITAU