Docente da UNITAU lista 5 procedimentos que devem ser evitados na Fisioterapia

31/03/2021

DESTAQUE, Professor, Fisioterapia, Destaque, Aluno

De acordo com uma pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco adultos têm problemas crônicos de coluna. Nesse cenário, a atuação do profissional fisioterapeuta tem sido cada vez mais fundamental no país, pois ele atua diretamente na causa da lesão e, também, na sua prevenção.

Pensando nesse dilema, o Prof. Dr. Renato José Soares, docente no curso de Fisioterapia da Universidade de Taubaté (UNITAU), separou algumas informações de procedimentos que não devem ser adotados nesses casos de dores lombares.

  • Não utilize recursos terapêuticos passivos de forma prolongada e isolada para pacientes com dor lombar;
  • Não utilize cintas ou imobilizadores lombares para prevenir, bem como para o tratamento da dor crônica;
  • Não sugira exames de imagem para dor lombar a menos que se suspeite de doenças graves, tais como traumas, câncer, infecção, síndrome da cauda equina e condições inflamatórias, como a artrite reumatoide e a espondilite anquilosante;
  • Não utilize exames de imagens para basear a sua conduta de tratamento de pacientes com dor lombar crônica;
  • Não recomende o uso de palmilhas como prevenção, bem como tratamento de pessoas com dor lombar.

“Minhas recomendações buscam gerar boas informações à comunidade para que possamos seguir o modelo de intervenção adequada aos pacientes”, diz o professor.

Todas as dicas foram publicadas em forma de lista, no artigo “Choosing Wisely Brazil: Top 5 Low-value practices that should be avoided in Musculoskeletal Physical Therapy”, em uma das revistas mais importantes da área de Fisioterapia, que tem como objetivo apresentar uma lista de práticas que trazem pouco ou nenhum benefício para o paciente. 

As informações foram listadas por 20 fisioterapeutas especialistas na área, sendo um deles o Prof. Dr. Renato, da UNITAU. Todas as dicas passaram, previamente, por uma votação feita com mais de 1.000 fisioterapeutas de todo o Brasil, antes da publicação.

Confira aqui o artigo na íntegra.

Foto: Leonardo Oliveira

Linda Uberti
ACOM/UNITAU