Egresso da UNITAU desenvolve pesquisa sobre o solo da região da bacia hidrográfica do Paraitinga

04/01/2021

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Ao final da graduação, muitos alunos buscam dar continuidade aos estudos e se aperfeiçoar em cursos de Mestrado. Foi assim que o pesquisador Rodrigo César da Silva, egresso do curso de Geografia da Universidade de Taubaté (UNITAU), aprofundou seus estudos no mestrado em Ciências Ambientais, também desenvolvido pela UNITAU. Rodrigo desenvolveu um estudo que analisou o uso e a ocupação de solo na região da bacia hidrográfica do Paraitinga, no estado de São Paulo, que, por simulação climática das precipitações, demonstra os futuros cenários de chuvas intensas e muito intensas. Na pesquisa, também foi relatado o que isso poderá desencadear sendo, por exemplo, o aumento de deslizamentos na região.

A pesquisa foi conduzida por Rodrigo, pelo Prof. Dr. Gilberto Fernando Fisch, professor da UNITAU, e por Rodolfo Moreira Mendes, do Centro nacional de monitoramento e alertas de desastres naturais (Cemaden). Os pesquisadores escolheram a bacia do rio Paraitinga, devido à complexidade do relevo da região, pois é uma área muito propícia à ocorrência de acidentes, principalmente relacionados aos deslizamentos de massa e também porque essa bacia engloba a Rodovia Oswaldo Cruz, que liga Taubaté e a região do litoral norte, em que existem muitas áreas de solo exposto e cortes de relevo, fatores que aceleram o processo de desastres naturais.

O estudo foi desenvolvido com dados gerados pelo modelo japonês de simulação climática, Miroc 5, que simula o clima do passado e, apartir dessa simulação, prevê o clima futuro. Por meio da pesquisa, os pesquisadores observaram uma mudança no panorama da precipitação, uma tendência de aumento de mais de 30% de chuvas intensas e muito intensas e um acumulado de 72 horas, que são os indicadores utilizados pelo plano preventivo da Defesa civil como alerta para a ocorrência de desastres naturais.

“Desenvolver essa pesquisa, que vai possivelmente nortear as políticas públicas no futuro, como na expansão dos espaços urbanos, no zoneamento dos municípios e, eventualmente, dar alguma contribuição a um plano preventivo da Defesa civil, é gratificante, uma vez que a pesquisa científica sai da academia e pode tornar-se prática. Nós ficamos felizes em ver que esta pesquisa, que é feita com recurso público, está voltando para a própria sociedade. Isso é uma grande satisfação”, diz o pesquisador Rodrigo.

Para o professor Dr. Gilberto Fisch, a pesquisa contribui para a formação acadêmica dos alunos e para o constante desenvolvimento profissional, tanto dos professores quanto dos próprios alunos. “A pesquisa é a mola que faz a ciência avançar, pois novos desafios são criados diariamente e a pesquisa destes é que geram as soluções. Vejam o caso da pandemia COVID-19, em que a pesquisa está ofertando à sociedade uma vacina em tempo recorde. Nesse sentido, o envolvimento de alunos e professores, em ação conjunta, alavanca essas pesquisas, sendo uma ação ‘ganha-ganha’, pois ambos se beneficiam”, pontua.

Confira o estudo na íntegra.

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Bianca Guimarães
ACOM/UNITAU