Dúvidas frequentes sobre o Câncer de Mama

29/10/2019

Destaque, Extensão, Entrevista

Outubro foi o mês escolhido para a conscientização sobre o câncer de mama, mas sabemos que a prevenção deve acontecer o ano todo. Para tirar algumas dúvidas sobre a doença, conversamos com o Prof. Dr. Renato Mazzini, professor no Departamento de Medicina na área de Ginecologia e Obstetrícia, que participou do CICTED com uma palestra sobre o câncer de mama.

  • Qual é o sintoma inicial?


O sintoma inicial mais comum é a mulher sentir um nódulo no seio e o ideal é fazer o diagnóstico antes mesmo de qualquer sintoma.

  • Existe uma maneira de prevenir o câncer de mama?


Existem pesquisas que apontam que uma dieta balanceada, atividades físicas regulares e estilo de vida saudável reduzem até 30% a chance de desenvolver câncer de mama.

  • Qual a importância do diagnóstico precoce?


Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, a chance de cura é maior, as respostas ao tratamento são melhores e menos invasivo ele será.

  • Quais são os fatores de risco


Os fatores de risco, na verdade, são complexos. Não há nada tão efetivo a ser feito em relação a eles, que são:



    • Exposição prolongada ao estrogênio, quando a mulher, por exemplo, menstrua muito cedo e entre na menopausa muito tarde;

    • Obesidade;

    • Terapia de reposição hormonal, quando ultrapassa 5 ou 10 anos de uso;

    • Hereditariedade, que é um fator de risco pequeno. Estima-se que 8 em cada 100 mulheres terão o câncer causado pela hereditariedade.





  • Qual deve ser a periodicidade da mamografia após os 40 anos?


O Ministério da Saúde recomenda que dos 40 aos 50 anos só se faça o exame clínico anualmente, e dos 50 anos 69 se faça uma mamografia a cada dois anos. Já a Sociedade Brasileira da Mastologia recomenda a mamografia uma vez por ano a partir dos 40 anos

  • Histórico de câncer na família aumenta as chances de ter a doença?


Então, uma coisa é a sua mãe ou a sua avó ter câncer de mama em idade avançada, isso não necessariamente fará essa célula cancerígena passar de geração em geração. Agora, outra coisa é quando múltiplas pessoas na família tiveram o câncer de mama, neste caso, os familiares devem ficar em alerta.

Fernanda de Morais
ACOM/UNITAU

Foto: Leonardo Oliveira/ACOM