Perigos online: como evitar superexposição de jovens na internet

01/04/2019

Destaque, Comunidade, Tecnologia, Extensão

A Pesquisa TIC Kids Online 2017 revelou que crianças têm tido acesso à internet cada vez mais cedo. O uso pode começar antes mesmo dos 6 anos de idade. Por mais conhecidos que sejam os benefícios proporcionados pela rede, é preciso considerar os riscos aos quais jovens se expõem online.

Principais perigos


Em 13 anos, a ONG Safernet recebeu 3.244.768 denúncias de crimes cibernéticos, incluindo, no topo da lista, pornografia infantil, apologia e incitação a crimes contra a vida e racismo. A falta de controle sobre o que é acessado por crianças na internet pode levá-las a esse tipo de conteúdo.

Consequências da exposição online


Os danos causados pela exposição descontrolada online são variados, segundo a Profa. Ma. Claudia Regina de Freitas, do curso de Psicologia da Universidade e Taubaté (UNITAU). ?Ocyberbullying, por exemplo,se dá de modo acelerado devido aos compartilhamentos imediatos de conteúdos ofensivos à criança, podendo inclusive contribuir ou aumentar o bullying fora da internet?, aponta. ?Conteúdos inapropriados podem gerar graves consequências, pois abordam questões que podem prejudicar o desenvolvimento saudável das crianças?.

Orientação dos pais é essencial


?É muito importante que os pais estejam atentos ao uso que crianças e adolescentes fazem das tecnologias e da internet?, reforça a psicóloga. ?A supervisão de crianças pequenas e a orientação para adolescentes são as melhores estratégias. A questão não é proibir, mesmo porque isso é impossível, mas ponderar, à medida que a criança ou adolescente pode compreender, as consequências do mau uso, as implicações de ações públicas na rede e o perigo da superexposição?, conclui.

Controle parental


Apesar da orientação e da atenção dos pais, ainda é possível que jovens acessem conteúdos inadequados. Como solução, o Prof. Esp. Reuel Lopes, da Universidade de Taubaté (UNITAU), menciona o controle parental. ?Existem ferramentas que fazem uma restrição, um filtro de acesso sobre o conteúdo que essa pessoa está acessando?, indica. Mesmo com esse tipo de bloqueio, ele ressalta: ?A melhor forma de prevenir é o acompanhamentodo filho no acesso à internet, o diálogo é um bom caminho?.

 

Marina Lima

ACOM/UNITAU