Ossadas centenárias são encontradas na Basílica de Tremembé

16/12/2015

O processo de restauro da Basílica do Bom Jesus de Tremembé, realizado desde 2012 com projeto desenvolvido pela Universidade de Taubaté, resultou na localização, neste ano, de elementos arqueológicos, cujo estudo integra a terceira fase da revitalização, que será entregue à comunidade na quinta-feira, dia 17, às 20h30. Cinco ossadas humanas foram identificadas em uma das estruturas laterais do templo. O material foi devidamente recolhido, os esqueletos remontados, as análises iniciais realizadas e a pesquisa de documentação foi feita. Os procedimentos visaram à salvaguarda dos elementos, ou seja, eles foram devidamente tratados e acondicionados para a continuidade dos estudos. O processo é coordenado pelo Núcleo de Preservação e Restauro do Patrimônio Histórico e Cultural (NPPC) da UNITAU e envolve professores e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, com apoio de profissionais de outros Departamentos. A primeira ossada foi encontrada em julho, pelos pedreiros que atuavam no restauro de uma área lateral da igreja. Logo abaixo do piso, estavam os elementos. "Eles estavam na superfície, o que é um indício de que não foram sepultados. Se fosse isso, eles estariam mais profundos na terra", disse a Profa. Dra. Maria Dolores Cocco, coordenadora do projeto. Ela acredita, pelas informações já coletadas, que os ossos foram removidos da parte antiga da igreja e deixados na parte nova. "Acreditamos que tenham mais de 100 anos. Esse achado reafirma a história da igreja, da mudança estrutural que foi realizada", continuou a professora. Em sua criação, a entrada da Basílica era voltada para o Rio Paraíba, o que foi alterado com o passar dos anos. Atualmente, o fundo da igreja é que está voltado para o rio. Para a montagem dos esqueletos, o projeto contou com o apoio de profissionais do Laboratório de Anatomia: o Prof. Me. Magno César Vieira, o Prof. Ricardo Ferreira Salles e o técnico Felipe Gonçalves Nabuco. O Prof. Dr. Mario Celso Pellogia, responsável pela disciplina de Odontologia Legal, instruiu os alunos Alberti Gomes Barbosa, Nayla Ingrid Ramos Martins, Karen da Silva Lombardi de Carvalho e Mateus Assis dos Santos no cuidado, limpeza e armazenamento do material, além da separação e da identificação dos ossos. A experiência recuperou a vocação de arqueólogo que Alberti tinha na infância. "Sempre me imaginava encontrando fósseis de dinossauros, fazendo descobertas. Esse achado trouxe um pouco disso de volta", conta. "O projeto trabalha as nossas habilidades e nos proporciona novas experiências, que só iríamos adquirir no último ano da faculdade. Então, temos um diferencial em relação aos outros alunos", contou Nayla.   A entrega da 3º fase do projeto acontece nesta quinta-feira, 17, às 20h30, na própria Basílica, localizada na Praça Pe. Luiz Balmes, no centro de Tremembé. Thaiz WertzACOM/UNITAU    

O processo de restauro da Basílica do Bom Jesus de Tremembé, realizado desde 2012 com projeto desenvolvido pela Universidade de Taubaté, resultou na localização, neste ano, de elementos arqueológicos, cujo estudo integra a terceira fase da revitalização, que será entregue à comunidade na quinta-feira, dia 17, às 20h30. Cinco ossadas humanas foram identificadas em uma das estruturas laterais do templo.

O material foi devidamente recolhido, os esqueletos remontados, as análises iniciais realizadas e a pesquisa de documentação foi feita. Os procedimentos visaram à salvaguarda dos elementos, ou seja, eles foram devidamente tratados e acondicionados para a continuidade dos estudos. O processo é coordenado pelo Núcleo de Preservação e Restauro do Patrimônio Histórico e Cultural (NPPC) da UNITAU e envolve professores e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, com apoio de profissionais de outros Departamentos.

A primeira ossada foi encontrada em julho, pelos pedreiros que atuavam no restauro de uma área lateral da igreja. Logo abaixo do piso, estavam os elementos. “Eles estavam na superfície, o que é um indício de que não foram sepultados. Se fosse isso, eles estariam mais profundos na terra”, disse a Profa. Dra. Maria Dolores Cocco, coordenadora do projeto.

Ela acredita, pelas informações já coletadas, que os ossos foram removidos da parte antiga da igreja e deixados na parte nova. “Acreditamos que tenham mais de 100 anos. Esse achado reafirma a história da igreja, da mudança estrutural que foi realizada”, continuou a professora.

Em sua criação, a entrada da Basílica era voltada para o Rio Paraíba, o que foi alterado com o passar dos anos. Atualmente, o fundo da igreja é que está voltado para o rio.

Para a montagem dos esqueletos, o projeto contou com o apoio de profissionais do Laboratório de Anatomia: o Prof. Me. Magno César Vieira, o Prof. Ricardo Ferreira Salles e o técnico Felipe Gonçalves Nabuco. O Prof. Dr. Mario Celso Pellogia, responsável pela disciplina de Odontologia Legal, instruiu os alunos Alberti Gomes Barbosa, Nayla Ingrid Ramos Martins, Karen da Silva Lombardi de Carvalho e Mateus Assis dos Santos no cuidado, limpeza e armazenamento do material, além da separação e da identificação dos ossos.

A experiência recuperou a vocação de arqueólogo que Alberti tinha na infância. “Sempre me imaginava encontrando fósseis de dinossauros, fazendo descobertas. Esse achado trouxe um pouco disso de volta”, conta.

“O projeto trabalha as nossas habilidades e nos proporciona novas experiências, que só iríamos adquirir no último ano da faculdade. Então, temos um diferencial em relação aos outros alunos”, contou Nayla.  

A entrega da 3º fase do projeto acontece nesta quinta-feira, 17, às 20h30, na própria Basílica, localizada na Praça Pe. Luiz Balmes, no centro de Tremembé.

Thaiz Wertz
ACOM/UNITAU